<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681</id><updated>2012-02-15T23:45:29.126-08:00</updated><title type='text'>Sopas e Sombras</title><subtitle type='html'>Uma sopa de crônicas, contos e sombras de reflexões.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-5840140802992174474</id><published>2012-02-05T06:01:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T07:02:55.893-08:00</updated><title type='text'>A hora do anjo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gXlEkQCJUc4/Ty6Ww87othI/AAAAAAAAAJw/8KL5_lNDY2c/s1600/ribeira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 320px; height: 240px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705663545659143698" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-gXlEkQCJUc4/Ty6Ww87othI/AAAAAAAAAJw/8KL5_lNDY2c/s320/ribeira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Esses dias eu estava na Ribeira, defronte ao antigo Grande Hotel - hoje sede dos Juizados Especiais Cíveis e do Juizado Especial Criminal da Comarca de Natal (ufa!) - esperando minha carona. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em minha frente uma praça bastante estreita e a Igreja Bom Jesus (seria esse o nome? Não tenho certeza, corrijam-me, por favor). A Ribeira é um bairro interessante. Ruas largas, construções antigas e qualquer coisa de decadente sem, contudo, perder o fascínio. Agrada-me. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus divertimentos favoritos pós-expediente, aliás, era observar os transeuntes que por ali circulavam. Na maior parte do tempo pessoas comuns, mas às vezes figuras tão caricatas que aparecem com o imperativo de registra-las na escrita. Assim era aquele senhor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nada peculiar em sua vestimenta. Não fosse pelas meias altas que quase lhe chegavam ao joelho, talvez eu não o tivesse notado. Boné, regata e bermuda jeans. No pescoço pendia um crucifixo e seu andar apressado, de passadas curtas, revelava uma certa pressa, mas também habitualidade com o ambiente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O trânsito ao redor era intenso e tingia o fim da tarde com as tonalidades vermelho e amarelo. No meio de toda a confusão das 18 horas, das buzinas e do apito dos ônibus a cada freada, lá estava ele, o protagonista desta crônica. Ao chegar no meio da praça, em frente a Igreja, pára, benze-se e segue seu caminho. Nada demais, é verdade. Talvez meu espírito é que estivesse meio necessitado de demonstrações de fé depois de tanto tempo sem meditar. O fato é que o gesto marcou-me, como um sinal divino naquele dia. De algum modo, fui alertada de que existe algo misterioso além do concreto e do barulho de um fim de tarde, aquela coisa que torna nossa existência mais cheia de sentido, vertendo um brilho especial no mundo ao nosso redor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não duvido que o senhor tenha se benzido pelo puro hábito de fazer o sinal-da-cruz ao passar em frente a uma Igreja, enquanto pensava na conta que iria pagar em seguida. Para mim, não faria a mínima diferença. Às vezes nossa alma está tão carente de transcendência (ou seria o inverso? Veio-me a dúvida) que qualquer coisa é capaz de nos resgatar a consolação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O velho passou. Entrei no carro e no rádio tocava o Angelus, trazendo-me um pouco de sanidade no meio da fascinante, decadente e movimentada Ribeira.   &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-x-&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;1. Crédito da foto: "Ribeira". Peguei do tumblr de alguém chamado Verena Vianna. Valeu!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;2. Meu desejo é voltar a escrever com uma certa periodicidade. Todo domingo, quem sabe. Vamos ver se agora eu cumpro a promessa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-5840140802992174474?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/5840140802992174474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=5840140802992174474' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5840140802992174474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5840140802992174474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2012/02/hora-do-anjo.html' title='A hora do anjo'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-gXlEkQCJUc4/Ty6Ww87othI/AAAAAAAAAJw/8KL5_lNDY2c/s72-c/ribeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-1076369966293464702</id><published>2011-07-02T19:01:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T14:27:59.584-07:00</updated><title type='text'>Insetos, centauros e quem somos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BQeb-DSUP34/Tg_c7BFfgyI/AAAAAAAAAJo/SfmPQmHVOew/s1600/star.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624957366070903586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-BQeb-DSUP34/Tg_c7BFfgyI/AAAAAAAAAJo/SfmPQmHVOew/s320/star.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Certa manhä, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregor Samsa encontrou-se metamorfoseado num inseto monstruoso." (A Metamorfose, Kafka)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Estou deitado sobre a mesa. Um bebê robusto, corado; choramingando, agitando as mãozinhas - uma criança normal, da cintura para cima. Da cintura para baixo, sou um cavalo [...] Sou - meu pai nem sabe da existência desta entidade - um centauro." (O Centauro no Jardim, Moacyr Scliar)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Caro Gregor,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Você não me conhece, mas, creia, eu te conheço. Li sobre você num dos muitos livros que papai me comprara em Porto Alegre quando eu (ainda com patas) me encontrava recluso no meu quarto. Compartilho do seu incômodo. Nada fácil ser uma criatura diferente e, por isso mesmo, indesejada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Você, caro Gregor, nasceu gente por inteiro, mas, um dia, acordou bicho por inteiro - um inseto (qual seria ele? As páginas não me revelaram) completo. Talvez, talvez eu tenha tido mais sorte. Nasci meio-homem, meio-cavalo. Um centauro, por assim dizer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, estou livre das patas e do pêlo de alazão. Um médico marroquino as extirpou numa cirurgia complicada que, felizmente (sim?), teve sucesso. Mas não pense que foi fácil tornar-me uma pessoa, digamos, plena. Não pela dificuldade de recuperação (por isso também, um pouco), mas especialmente pela vontade que eu às vezes tenho de sair por aí no galope. Que falta me faz um pasto aberto nos momentos de estresse!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Contudo, escrevi não para falar de mim, e sim de você; aliás, para te dar um conselho. Procura o médico marroquino, Gregor! Talvez ele possa te ajudar. Não garanto que ele vá encontrar uma solução de imediato, já que teu caso parece ser mais grave - afinal, eu era só metade bicho, enquanto você, bem... -, contudo, penso que tu deves arriscar, rapaz. Tenta encontrar sua identidade por baixo desse exoesqueleto quitinoso!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu sei, eu sei. Você vai me dizer que, na condição em que está, não vai conseguir sequer passar pela porta de casa. E eu te pergunto: não tens asas? Pois voa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não se preocupe quanto aos gastos com a viagem ou com o tratamento. Minha situação financeira atual me permite fazer concessões a amigos, especialmente se eles forem tão peculiares quanto eu, um dia, fui. Tomei a liberdade de providenciar tudo com o médico, que o receberá de braços abertos em sua clínica. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apesar disso, adianto que escapar dessa sua casinha claustrofóbica está por sua conta - por falar nisso, várias vezes me imaginei vivendo em teu quarto e a cena que me vinha a mente era de patas saindo pela janelas, pela porta, um horror... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Os mais céticos devem estar bradando: "Mas estás louco! Não vistes que o inseto morreu, com a maçã empodrecida nas costas?". E eu lhes respondo: "Tolos, na literatura tudo é possível! Pode um homem nascer centauro e um inseto ter sido homem. Qual a razão de eu não poder ajudar Gregor Samsa a se tornar uma pessoa novamente?". Com isso eles não contavam!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não vou dizer que todos os seus problemas se encerrerão com a cirurgia, isso seria mentir. De vez em quando, confesso, tenho recaídas nas quais gostaria voltar a ser centauro e galopar, galopar, galopar... Contudo, creio que agora está tudo bem. Tudo bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Economizo minhas palavras para que seus miolos de ártropode pensem um pouco. De todo modo, você já sabe para qual endereço responder. E reafirmo: reaja, amigo! Seria demais pedir um inseto com vigor de cavalo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cordialmente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Guedali"&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-x- &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;OBS1: Não, não tive um ataque de esquizofrenia. É que após ler A Metamorfose de Kafka, pareceu-me coincidência a leitura de O Centauro no Jardim, de Moacyr Scliar. Duas obras que, no fundo, tratam do mesmo aspecto: nossa luta incessante por descobrir o que somos ou o que queremos ser. Guedali - centauro - e Gregor - homem transformado em inseto - são dois personagens tão peculiares que, para mim, foi impossível não imaginar uma conexão entre dois&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#330099;"&gt;OBS2: Moacyr Scliar, eu te amo por esse livro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-1076369966293464702?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/1076369966293464702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=1076369966293464702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/1076369966293464702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/1076369966293464702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2011/07/insetos-centauros-e-quem-somos.html' title='Insetos, centauros e quem somos'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BQeb-DSUP34/Tg_c7BFfgyI/AAAAAAAAAJo/SfmPQmHVOew/s72-c/star.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-8637555580986376918</id><published>2011-06-28T17:15:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T18:02:20.510-07:00</updated><title type='text'>Bonecas encantadas</title><content type='html'>Acho incrível o ARTISTA. Aquela pessoa que tem talento e torna a vida mais bonita ou, pelo menos, mais cheia de significado (afinal, quem disse que arte precisa ser bela para ser arte?) materializando coisas que quase todo mundo sente, mas apenas os artistas sabem como expressar, das maneiras mais inusitadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias, folheando a LOLA (revista nova da Abril), me deparei com o trabalho da russa Marina Bychkova, que produz bonecas encantadas e, acima de tudo, encantadoras. Eu, que sempre amei bonecas, fiquei hipnotizada pelas imagens nas páginas do periódico. As bonecas parecem vivas, dotadas de sentimentos. Fazem-me questionar o que elas estão pensando, quem são, se estão apaixonadas ou sofrendo por amor. Muito intrigante! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei por bem compartilhar por aqui - já que cada vez mais estou tomando  a liberdade de transformar esse espaço numa espécie de mural de coisas que me tocam (a exemplo da poesia de Borges, postada há alguns dias). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lola, aliás, é uma revista muito legal. Sempre recheada de matérias de arte e viagens e (o que me ganhou de vez) entrevistas. O fato é que nunca a comprei. Ela normalmente vem como brinde junto a outros exemplares que minha mãe traz para casa (o que me faz pensar que, talvez, sua venda não seja lá muito boa...) Vou comprar a próxima edição (para ajudar, né?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver coisas bonitas e interessantes faz bem pra saúde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, algumas bonecas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ag1yiYjFaDo/Tgp0SaVpsAI/AAAAAAAAAIY/dQ0uHZqeqTA/s1600/bychkova01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 175px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ag1yiYjFaDo/Tgp0SaVpsAI/AAAAAAAAAIY/dQ0uHZqeqTA/s320/bychkova01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623434944382087170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GQzbt9lCP7Q/Tgp0r7NqOdI/AAAAAAAAAIw/MUxbyVYxnX4/s1600/bychkova04.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-GQzbt9lCP7Q/Tgp0r7NqOdI/AAAAAAAAAIw/MUxbyVYxnX4/s320/bychkova04.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623435382703667666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vAR0nfMHc-g/Tgp0r9REHWI/AAAAAAAAAIo/d5CVvM0d4nA/s1600/bychkova03.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vAR0nfMHc-g/Tgp0r9REHWI/AAAAAAAAAIo/d5CVvM0d4nA/s320/bychkova03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623435383254818146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-A7DxUMaadnA/Tgp0ruh_dsI/AAAAAAAAAIg/3CwO5kShk9M/s1600/bychkova02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-A7DxUMaadnA/Tgp0ruh_dsI/AAAAAAAAAIg/3CwO5kShk9M/s320/bychkova02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623435379299284674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-G7YQDC8FEFo/Tgp12mvB0XI/AAAAAAAAAJA/re1yuqrIqv4/s1600/bychkova06.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-G7YQDC8FEFo/Tgp12mvB0XI/AAAAAAAAAJA/re1yuqrIqv4/s320/bychkova06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623436665696670066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-p2aE8dhByxY/Tgp12m8eSKI/AAAAAAAAAI4/hT3RcOa9Tfs/s1600/bychkova05.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-p2aE8dhByxY/Tgp12m8eSKI/AAAAAAAAAI4/hT3RcOa9Tfs/s320/bychkova05.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623436665753061538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PKPeCSLbYs8/Tgp3Ddmk9rI/AAAAAAAAAJI/L9LyYFT70Fs/s1600/bychkova07.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-PKPeCSLbYs8/Tgp3Ddmk9rI/AAAAAAAAAJI/L9LyYFT70Fs/s320/bychkova07.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623437986095232690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PJzql_px59U/Tgp3Yr96NzI/AAAAAAAAAJQ/-n_C_jixFDM/s1600/bychkova08.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-PJzql_px59U/Tgp3Yr96NzI/AAAAAAAAAJQ/-n_C_jixFDM/s320/bychkova08.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623438350728443698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YRTD3EiZj_E/Tgp5RT0ELFI/AAAAAAAAAJg/phqVhkbbbLw/s1600/bychkova09.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-YRTD3EiZj_E/Tgp5RT0ELFI/AAAAAAAAAJg/phqVhkbbbLw/s320/bychkova09.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623440423008873554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser ver mais e mais: &lt;a href="http://www.enchanteddoll.com"&gt;http://www.enchanteddoll.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-8637555580986376918?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/8637555580986376918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=8637555580986376918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/8637555580986376918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/8637555580986376918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2011/06/bonecas-encantadas.html' title='Bonecas encantadas'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Ag1yiYjFaDo/Tgp0SaVpsAI/AAAAAAAAAIY/dQ0uHZqeqTA/s72-c/bychkova01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-8462956623394076921</id><published>2011-06-19T14:20:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T17:08:20.930-07:00</updated><title type='text'>Borges</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os Justos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire. &lt;br /&gt;O que agradece que na terra haja música. &lt;br /&gt;O que descobre com prazer uma etimologia. &lt;br /&gt;Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez. &lt;br /&gt;O ceramista que premedita uma cor e uma forma. &lt;br /&gt;O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade. &lt;br /&gt;Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto. &lt;br /&gt;O que acarinha um animal adormecido. &lt;br /&gt;O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram. &lt;br /&gt;O que agradece que na terra haja Stevenson. &lt;br /&gt;O que prefere que os outros tenham razão. &lt;br /&gt;Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luis Borges, in "A Cifra" (via Bravo Online)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-8462956623394076921?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/8462956623394076921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=8462956623394076921' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/8462956623394076921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/8462956623394076921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2011/06/borges.html' title='Borges'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-3796995404163179686</id><published>2011-06-02T15:43:00.000-07:00</published><updated>2011-06-02T16:53:13.347-07:00</updated><title type='text'>Da miopia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pSoY2yfWjkc/TegcQ2KPuFI/AAAAAAAAAHs/jBEpwR1HyOk/s1600/Miopia_by_TheHumanFly.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pSoY2yfWjkc/TegcQ2KPuFI/AAAAAAAAAHs/jBEpwR1HyOk/s320/Miopia_by_TheHumanFly.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613768011259295826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como a gratidão nos chega sem hora certa. Invade nosso coração e aquece, emociona. A gratidão visitou-me hoje à tarde.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiro meus óculos para lavar o rosto e, ao levantá-lo, vejo (como é de costume) apenas o contorno da minha face. Devolvo as lentes aos olhos e volto a ver meu reflexo no espelho com perfeição. Foi nesse momento, no infinito que existe entre um segundo e outro, que me veio à mente agradecer por ter meus óculos ali, ao alcance das mãos. Pode parecer banal, mas - pense bem - ter óculos é uma grande oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que tiveram a sorte de nascer com a visão perfeita, eu esclareço: ser míope é como estar olhando permanentemente por uma janela embaçada, tanto mais embaçada quanto for o seu grau. Pois bem, descobri que tinha miopia aos nove anos. As letras no quadro negro foram ficando cada vez mais embaralhadas e quando eu me dei conta que, sentada na primeira fileira, não conseguia mais distinguir as palavras, cheguei à minha mãe e disse: "Acho que preciso usar óculos". Na semana seguinte já estava exergando o mundo. A gratidão, no entanto, só veio agora, dez anos depois da descoberta da miopia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que na fração de segundos a que me referi anteriormente, recordei-me de alguns meninos de rua que me abordaram no sinal, à caminho de casa. Será que algum deles é míope? Em caso afirmativo, quem lhe dará uma visão perfeita? Pode ser que um deles enxerge o mundo como um borrão, tal qual eu o percebo sem óculos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ver as coisas ao redor é mais ou menos como alimentar-se de uma comida aparentemente deliciosa sem sentir o sabor ou ir ao cinema e perder o final do filme. Então imagine a sensação de estar condenado à miopia a vida inteira (sim, pois se muitas pessoas não têm sequer acesso à medico, que dirá a um par de lentes)! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi um menino de rua usando óculos, mas será que nenhum deles enxerga mal? &lt;br /&gt;A gratidão veio à mim através de lentes divergentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-x- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me da emocionante passagem do livro O Castelo de Vidro, da americana Jeannette Walls. Transcrevo aqui: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Quando os óculos ficaram prontos, fomos todos até o optometrista. As lentes eram tão grossas que faziam os olhos da Lori parecerem grandes e esbugalhados, que nem olho de peixe. Ela ficava mexendo a cabeça para os lados, e para cima e para baixo. &lt;br /&gt;- O que é que foi? - perguntei. Em vez de responder, ela correu para o lado de fora. Eu fui atrás. Ela estava parada no estacionamento, olhando, pasma, para as árvores, as casas e os prédios comerciais atrás das casas. &lt;br /&gt;- Você tá vendo aquela árvore lá atrás? - perguntou, apontando para um plátano a uns trinta metros de distância. Eu fiz que sim. &lt;br /&gt;- Eu consigo ver não só aquela árvore, mas as folhas, cada uma delas. - Ela olhou para mim com ar de triunfo. - Você consegue?&lt;br /&gt;Assenti.&lt;br /&gt;Ela não parecia acreditar. &lt;br /&gt;-Cada uma das folhas? Quer dizer, não só os galhos, mas cada folhinha?&lt;br /&gt;Fiz que sim. &lt;br /&gt;A Lori me olhou e, então, caiu no choro." (p.128)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-3796995404163179686?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/3796995404163179686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=3796995404163179686' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3796995404163179686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3796995404163179686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2011/06/da-miopia.html' title='Da miopia'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pSoY2yfWjkc/TegcQ2KPuFI/AAAAAAAAAHs/jBEpwR1HyOk/s72-c/Miopia_by_TheHumanFly.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-3742234100651156170</id><published>2011-04-29T13:24:00.000-07:00</published><updated>2011-04-29T14:53:03.379-07:00</updated><title type='text'>Homo faber</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9I6RroTs92g/Tbsq0P0zkJI/AAAAAAAAAHk/KyD4Gd1iq_I/s1600/modern-times026.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601117638654922898" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-9I6RroTs92g/Tbsq0P0zkJI/AAAAAAAAAHk/KyD4Gd1iq_I/s320/modern-times026.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Quarta-feira, conversando com o orientador da pesquisa (que tem como cerne Hannah Arendt) acerca de um comentário produzido por mim, ouvi (num &lt;em&gt;carioquês&lt;/em&gt; irrepreensível):&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;-Pô, Ana, legal teu texto, mas perdeu fôlego no final, hein. Parece que tava com pressa em terminar!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É engraçada essa coisa da pressa, a tal inimiga da perfeição. Estive tão preocupada em finalizar períodos, concluir parágrafos e colocar pontos-finais que me esqueci do fundamental: o envolvimento e a qualidade com o que eu escrevia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz da palavra trabalho e tornei-me&lt;em&gt; homo faber. &lt;/em&gt;O utilitarismo, esse vírus dos tempos modernos, tomou conta de mim. No começo até tentei resistir: ideias desenvolvidas, reflexões demoradas, pesquisa cuidadosa - não recordei que, em algum momento, o texto acabaria. Preenchidas meia-dúzias de folhas, apressei-me. "Passar mais uma tarde em um único texto? Fora de cogitação. Aposto que, de forma mais sistemática, produzo três no mesmo intervalo de tempo!". Digita.Digita.Digita. Ponto-final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, em meio a elucubrações fora de hora (leia-se: durante o estudo de Direito Constitucional), perguntei a mim mesma qual o problema em permanecer muito tempo atada a uma mesma reflexão. Ora, eu poderia dar-me ao luxo: na Filosofia, a riqueza está na procura (e, muitas vezes, unicamente nela, já que respostas conclusivas são difícies nesse campo). Presos a tanta pressa, perdemos, afinal, toda a graça. Qual o sentido em contar as páginas do livro antes de começar a lê-lo? Melhor seria mergulhar na história até que ela se esvaísse! E qual a razão de tanta pressão por produtividade se não nos é dada a oportunidade de pensar?&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, quero viver devagar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(E está na hora de terminar este texto, que eu tenho mais o que fazer!)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-3742234100651156170?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/3742234100651156170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=3742234100651156170' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3742234100651156170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3742234100651156170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2011/04/homo-faber.html' title='Homo faber'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9I6RroTs92g/Tbsq0P0zkJI/AAAAAAAAAHk/KyD4Gd1iq_I/s72-c/modern-times026.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-3570916971873225661</id><published>2011-03-30T08:32:00.000-07:00</published><updated>2011-03-30T15:34:57.423-07:00</updated><title type='text'>Cicatrizes no papel</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589907314440988594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1EV8GwNLdVY/TZNXFfyc57I/AAAAAAAAAHc/brZu525PHSA/s320/livro.jpg" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tenho uma preferência irresistível por livros velhos. De frente para a estante, três edições idênticas do mesmo livro e, por mais que eu tente resistir, minha mão já está segurando o exemplar mais surrado, com a capa mais sofrida e as folhas mais amareladas. &lt;/p&gt;Caso as páginas estejam suficientemente riscadas, sublinhadas e anotadas, maior será meu prazer em lê-lo. E quanto a encontrar no papel um esboço de desenho, qualquer que seja - corações, árvores, Sóis, luas ou iniciais? Meu interesse é elevado à décima potência. &lt;br /&gt;&lt;p&gt;E não se trata de fazer apologia à deterioração do patrimônio público, não. Simplesmente refiro-me ao sentimento particular de pertencimento ao mundo. É interessante a percepção de que outras mãos tocaram as mesmas folhas sobre as quais meus dedos, agora, deslizam. Tal impressão é instantânea, mas marcante. De repente, parece-me revelado que fazemos parte de um grande e fugaz ciclo - ele leu, eu leio, tu lerás... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;No meio de uma leitura, pego-me, muitas vezes, meditando sobre aqueles que tiveram contato com livro antes de mim. Quem são e quem foram? Onde estão e onde estavam? O que fazem e o que faziam? Lembro-me, de súbito, que dentro de dez ou vinte dias (se minha opção for renovar o aluguel da obra), serei EU o pronome QUEM. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-x- &lt;br /&gt;&lt;p&gt;E por falar em cicatrizes, não podia deixar de transcrever uma das passagens mais bonitas que li nos últimos tempos, retirada do livro Pequena Abelha, de Chris Cleave, presente de uma grande amiga: &lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;''[...] peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos. Mas você e eu temos de fazer um acordo e desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: 'Eu sobrevivi' ''. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;(Alguém tem dúvida de que esse livro daria, com o perdão da cacofonia, uma excelente leitura futura?) &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-3570916971873225661?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/3570916971873225661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=3570916971873225661' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3570916971873225661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3570916971873225661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2011/03/cicatrizes-no-papel.html' title='Cicatrizes no papel'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1EV8GwNLdVY/TZNXFfyc57I/AAAAAAAAAHc/brZu525PHSA/s72-c/livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-4284234006709871996</id><published>2011-02-16T19:26:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T20:52:28.932-08:00</updated><title type='text'>Ainda estou procurando um título que não seja clichê</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-crUf1JKTxjo/TVyfLd_1C3I/AAAAAAAAAG0/vhtJ0pXbozM/s1600/clarice_lispector.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574505458157554546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-crUf1JKTxjo/TVyfLd_1C3I/AAAAAAAAAG0/vhtJ0pXbozM/s320/clarice_lispector.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;''&lt;em&gt;Sei que a mudez, se não diz nada, pelo menos não mente, enquanto as palavras dizem o que não quero dizer''&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Clarice Lispector na crônica Persona)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste texto refiro-me à palavra escrita. E não estou falando das crônicas de Clarice (depois de ler muitas, o leitor sente-se tão intímo que dispensa o Lispector) ou das obras de Erico Veríssimo (do qual me deu uma saudade danada ultimamente). Refiro-me, na verdade, àquelas palavras que despretensiosamente escrevemos na agenda todos os dias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"21/02 - Cortar o cabelo''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''03/05 - Terminar o artigo''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'' Hoje - SER MAIS CALMAAAAAA, ORAS!!!!!!!!''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agenda e caneta, aliás, são meus mais novos vícios. Parece-me que mesmo com a certeza da necessidade de uma ação ou do concretizar de um plano, e ainda que o fato seja suficientemente importante para eu não esquecer, escrevo para ter a confirmação de que tudo sairá como previsto. É como se as palavras pudessem fazer a mágica de garantir que as coisas não fujam ao meu controle e me dissessem a cada letra desenhada: ''Colocou no papel não tem jeito de dar errado, hein''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso sigo o velho conselho de que se queres uma coisa, escreva. O segredo estará no combo ''desejar-escrever''. A palavra diz para o mundo&lt;strong&gt;; &lt;/strong&gt;especialmente a escrita, que - veja que coisa linda! -, é a materialização de sons (neste momento começo a imaginar milhares de letrinhas fluorescentes saindo de nossas bocas e caindo no papel num balé gracioso). Eu não poderia ver algo além de mágica nisso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se num instante vier a minha mente frases como ''Viver o hoje'' e ''Agradecer a Deus'' não hesito em escrevê-las. Pelo menos por um instante, escrever, em si, será viver o hoje e agradecer a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-x-&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Já disse o quanto estou apaixonada pelas crônicas de Clarice Lispector?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-4284234006709871996?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/4284234006709871996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=4284234006709871996' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/4284234006709871996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/4284234006709871996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2011/02/ainda-estou-procurando-um-titulo-que.html' title='Ainda estou procurando um título que não seja clichê'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-crUf1JKTxjo/TVyfLd_1C3I/AAAAAAAAAG0/vhtJ0pXbozM/s72-c/clarice_lispector.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-2572075430405757375</id><published>2011-01-12T03:20:00.000-08:00</published><updated>2011-01-12T08:32:17.650-08:00</updated><title type='text'>Subaquático</title><content type='html'>E como o verão está aí, nos enchendo dessa coisa boa que é o contato com o Sol e o mar - agradeçamos, então, por vivermos no litoral brasileiro! - hoje o post é subaquático (?!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotografias que seguem são da russa Elena Kalis, cujo trabalho descobri por acaso. Especialista em fotos submersas, Kalis faz um trabalho irresistivelmente onírico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561270242097884658" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TS2Z0gAx7fI/AAAAAAAAAGo/z-4dXdJJbYg/s320/elenakalis%2B5.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 319px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561267503121115314" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TS2XVEh1KLI/AAAAAAAAAGY/YBsu1kwBLD4/s320/elenakalis4.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561266914687303250" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TS2Wy0cRvlI/AAAAAAAAAGQ/mXwhhOpilno/s320/elenakalis3.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561266344408976018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TS2WRn_VCpI/AAAAAAAAAGI/us1KWZrrB5w/s320/elenakalis1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TS2UoRvTuSI/AAAAAAAAAGA/s3N9tCINwtc/s1600/elenakalis2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 315px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561264534549936418" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TS2UoRvTuSI/AAAAAAAAAGA/s3N9tCINwtc/s320/elenakalis2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deu vontade de dar um mergulho? &lt;a href="http://www.elenakalisphoto.com/"&gt;http://www.elenakalisphoto.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-2572075430405757375?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/2572075430405757375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=2572075430405757375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/2572075430405757375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/2572075430405757375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2011/01/subaquatico.html' title='Subaquático'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TS2Z0gAx7fI/AAAAAAAAAGo/z-4dXdJJbYg/s72-c/elenakalis%2B5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-2997940633811315541</id><published>2010-12-29T13:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-30T21:47:08.552-08:00</updated><title type='text'>Proposta para o ano-novo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TR1ceBmWlsI/AAAAAAAAAF4/sfi8FIiXcmM/s1600/bansky.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 211px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556699186140190402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TR1ceBmWlsI/AAAAAAAAAF4/sfi8FIiXcmM/s320/bansky.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(O incrível trabalho de Banksy, artista de rua britânico)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Concluí ontem a leitura de &lt;em&gt;Tigre Branco. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Escrito por Aravind Adiga, jornalista indiano que foi correspondente da revista Time, esse é um livro que não está interessado em colorir a vida. Suas metáforas não são poéticas e os eufemismos são dispensados. Apesar de se tratar de uma evidente caricatura - e, como tal, dotada de alguns exageros - é um retrato realista da Índia que Elizabeth Gilbert (escritora e personagem central do excelente &lt;em&gt;Comer, Rezar, Amar&lt;/em&gt;) não conheceu: longe dos &lt;em&gt;ashrams, &lt;/em&gt;da ioga e dos elefantes, fala-se, aqui, na Índia em punjente desenvolvimento e repleta de celeumas sociais. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Munna (que expressivamente significa &lt;em&gt;menino &lt;/em&gt;em híndi), o protagonista e narrador, sai da Escuridão, parte pobre e norte da Índia, para trabalhar na desenvolvida Déli como motorista. A partir daí, desenvolve-se uma sequência de fatos que culminam com a ''ação empreendedora'' do nosso anti-herói: assassinar seu patrão com uma garrafa de Johnnie Walker Black. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Apesar engraçadíssimo e dotado de um sarcasmo único, &lt;em&gt;Tigre Branco, &lt;/em&gt;como toda boa obra, não nos deixa de transmitir os sentimentos de seus personagens. Em determinados momentos, chega-se a ficar constrangido pela situações em que Munna é colocado - massagear os pés de seu patrão sempre que solicitado, servir uísque ao mesmo tempo em que dirigia o carro e ser motivo de riso para a patroa, que, diante da sua inabilidade, fazia-o repetir a palavra ''pizza'' sem parar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Além de seu estilo irreverente e dos excelentes recursos utilizados pelo autor, o que mais me impressiona no livro é a sua capacidade de contar a história de pessoas que muitas vezes tendem a ser invisíveis no nosso cotidiano. Como motorista, Munna encarna os trabalhadores que exercem funções domésticas e levanta uma importante reflexão: como estaremos tratando a empregada, o zelador, o faxineiro, o motorista? Será que os estamos enxergando? Por acaso interessamo-nos por essas pessoas e estamos cientes de sua riqueza intelectual e espiritual? Num país em que a escravidão durou teoricamente quase 400 anos (e, pasmem, ainda persiste na prática, em recônditos de nosso Brasil) permanecemos tratando esses trabalhadores como coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No maravilhoso livro &lt;em&gt;A elegância do Ouriço - &lt;/em&gt;da francesa Muriel Barbery -, Reneé, zeladora de um luxuoso prédio em Paris e protagonista, comenta a morte de seu marido, também zelador:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;''Um concierge [zelador] que se apaga é um ligeiro vazio no cotidiano, uma certeza biológica a que não está associada nenhuma tragédia, e para os proprietários que cruzavam com ele todo dia na escada ou na porta de um cubículo , Lucien era uma não-existência que retornava a um nada do qual jamais tinha saído, um animal que, por viver uma semi-vida, sem fasto nem artifícios, devia, talvez, no momento da morte, sentir apenas uma semi-revolta''. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A questão é delicada e envolve uma enorme carga cultural de&lt;em&gt; pré-conceitos &lt;/em&gt;e costumes incutidos em nossa mente antes mesmo de compreendê-los. Ambos os personagens mencionados percebem o contexto de submissão em que estão inseridos e sofrem muito por isso, a ponto de tornar tal fator o cerne de suas ações. Tanto Munna quanto Reneé sentem-se subestimados intelectualmente pela função que exercem e guardam em silêncio seus pensamentos, a fim de não pertubar a aparente ordem que existe na relação patrão-empregado. Interessantíssimo, também, é notar que essas duas pessoas estão inseridas em realidades completamente distintas: enquanto Munna vive em Déli, Reneé trabalha no centro de Paris; ao passo que Munna é mal-remunerado e não usurfrui de direitos trabalhistas, a atividade de Reneé é praticada em conformidade com a lei vigente. Tais fatos são uma indicação clara de que a situação à qual me refiro não se trata de um fenômeno local ou que dependa somente do respeito aos direitos do trabalhador. A realidade é muito mais complexa e não é exclusividade de países pobres ou simples herança da escravidão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Fica, então, um questionamento acerca desse tema - que, para ser sincera, acho difícil nomear ou classificar; prefiro tratá-lo simplesmente por &lt;em&gt;tema. &lt;/em&gt;Que no novo ano possamos refletir melhor a maneira com que elaboramos os papéis sociais desempenhados por nossos semelhantes e que nunca nos permitamos ver outras pessoas como semi-humanos. Enfim, que sejamos, capazes de valorizar cada homem e mulher em sua individualidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Um feliz 2011 para todos!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;-x-&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;@ Para ver mais trabalhos de Banksy: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.banksy.co.uk/outdoors/outuk/horizontal_1.htm"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;http://www.banksy.co.uk/outdoors/outuk/horizontal_1.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não deixe de acessar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;@ &lt;/em&gt;Para saber mais sobre a escravidão que ainda persiste no Brasil: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;http://blogdosakamoto.uol.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;@ Os livros que eu citei nesse post estão, sem dúvida, entre minhas melhores leituras de 2010. Valem a pena! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;@ Ah, e um feliz ano novo com certeza inclui: saúde, tolerância, família unida, amigos verdadeiros, muito amor e uma porção extra-grande de boas leituras, bons filmes e boa música!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-2997940633811315541?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/2997940633811315541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=2997940633811315541' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/2997940633811315541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/2997940633811315541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2010/12/proposta-para-o-ano-novo.html' title='Proposta para o ano-novo'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TR1ceBmWlsI/AAAAAAAAAF4/sfi8FIiXcmM/s72-c/bansky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-5189115968223399894</id><published>2010-12-12T14:39:00.000-08:00</published><updated>2010-12-12T18:06:38.324-08:00</updated><title type='text'>Das aeromoças</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TQVc3x6INeI/AAAAAAAAAFs/00TXREGcav8/s1600/aeromo%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549944229163709922" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TQVc3x6INeI/AAAAAAAAAFs/00TXREGcav8/s320/aeromo%25C3%25A7a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aeromoças são fascinantes. Cabelo impecável, sorriso de propaganda, postura elegante, maquiagem perfeita. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ''Boa noite, senhora. Seja bem-vinda. Deixe-me ver o seu ticket. Ah, sua poltrona é logo ali. Obrigada por voar conosco.''&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mesmo antes da decolagem, elas já me impressionam com sua capacidade de fazer aquela simulação engraçada das medidas de segurança de forma absolutamente séria e compenetrada. Eu seria incapaz de tal feito. Minha primeira atitude seria olhar para os rostos dos passageiros à minha frente: os fóbicos com os olhos arregalados, vidrados nas instruções; os mais sonolentos já cochilando, de boca aberta; os indiferentes olhando para o nada; os intelectuais grudados nos livros e os supostos cronistas, como eu, observando aquela cena toda com o riso indisfarçadamente contido. Não, definitivamente, eu não seria capaz de dar as instruções de segurança sem paralisar no meio delas, diante de tão diversificada platéia. As aeromoças, por sua vez, impassíveis, articulam como se seus gestos se dissolvessem no ar à medida em que são realizados - experimentem prestar atenção, é bem curioso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu próximo espanto é no momento de distribuição da refeição (aliás, tal espanto varia de grau com a complexidade dos alimentos oferecidos: almoço e jantar impressionam mais que um simples lanche, por exemplo). Fico abismada com o poder das aeromoças em se deslocarem no corredor apertadíssimo dos aviões com a destreza de quem anda numa passarela e a paciência de uma santa. Acredito que eu não chegaria na metade do aeroplano, tamanho meu desespero com a estreiteza do espaço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ''A senhora deseja frango ou peixe? Mais alguma coisa? E para beber?'' - ou - ''Pois não, senhor. Não, não temos filé com fritas''.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca passei pela experência de um acidente aéreo - nem desejo ter essa história para contar aqui!-, mas minhas observações à bordo me dão a forte impressão de que as aermoças se mantêm impecáveis até mesmo nessas situações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ''Senhoras e senhores, por favor, mantenham a calma. Estamos passando por pequenos problemas técnicos e logo tudo se resolverá. Obrigada'' - e - ''Ladies and gentlemans, please, keep calm...''&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho até que em alguns momentos de nossas vidas, deveríamos tentar ser um pouco aeromoças (ou comissários de bordo, para os rapazes). Quando a situação for de embaraço, o problema sufocante, ou mesmo quando o medo do futuro invadir a mecanicidade de nossa rotina, deveríamos experimentar a fórmula das &lt;em&gt;habitués&lt;/em&gt; dos ares: sorriso, paciência, confiança e tranqüilidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, como eu gostaria de ser aeromoça fora dos aviões!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663366;"&gt;Post dedicado a Daniel, que deve estar, neste momento, se preparando para entrar em um avião de volta para casa ;*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663366;"&gt;- x- &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;- Coloquei uma nova tag no blog - ''Livro(s) do momento'' . Funciona como um status acerca de minhas leituras atuais. Cada livro possui um link com informações extras. Espero que gostem das dicas! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;- Update: comentário da minha irmã: ''se você tivesse passado por um acidente aéreo não estaria escrevendo, dã''. - Faz sentido.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-5189115968223399894?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/5189115968223399894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=5189115968223399894' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5189115968223399894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5189115968223399894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2010/12/das-aeromocas.html' title='Das aeromoças'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TQVc3x6INeI/AAAAAAAAAFs/00TXREGcav8/s72-c/aeromo%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-2848341777321395654</id><published>2010-11-04T15:46:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T17:41:35.307-07:00</updated><title type='text'>Trombone</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TNNPeq53jrI/AAAAAAAAAFM/VT_PIoO-59w/s1600/trombone.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535855755300146866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TNNPeq53jrI/AAAAAAAAAFM/VT_PIoO-59w/s320/trombone.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tornou-se simples fazer-se ouvido por milhões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E você não precisa dizer algo muito elaborado, não. A graça é escrever o que vem à mente -''o que você está pensando'' - e apertar o botão 'enviar'. Assim, sem complicação. Sem se preocupar com o sentido do que está sendo dito, com o peso das palavras ou com os possíveis estragos resultantes. Digita-se, envia-se e pronto: suas palavras estão na rede e, a partir de então, fazem parte dela, estando acessíveis a quem cruzar seu caminho virtual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mais interessante de toda essa história é que ponderação e propagação respondem a uma proporcionalidade inversa cada vez mais intensa. Na era das redes socias, uma simples expressão de pensamento pode ser lida por um número imenso de pessoas e, mesmo assim, não damos a mínima importância para a qualidade do que estamos dizendo. Isso, no entanto, não significa que deixamos de nos preocupar com a repercussão de nossas falas - afinal, estamos sempre esperando alguém que ''curta'' ou ''retweet'' nossas idéias. Talvez, o problema esteja exatamente em ter mais zelo pela repercussão do que pela expressão em si.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deparar-se com dizeres vazios, preconceituosos e impulsivos é, afinal, rotina de todo internauta. Possivelmente, a justificativa para tal fenômeno seja a grande quantidade de idéias velozmente propagadas na rede, que dão a nossas palavras uma feição descartável, por vezes sem valor. O fato é que, independentemente da origem desse desperdício verbal, a internet tornou-se palco de sujeitos que falam antes de pensar e grande risco que corremos é fazer desse péssimo hábito uma marca de nossa geração, tão pouco acostumada ao silêncio especulativo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Silenciar, muitas vezes, é valorizar a palavra!  ficaadica.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-2848341777321395654?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/2848341777321395654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=2848341777321395654' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/2848341777321395654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/2848341777321395654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2010/11/dizer-ou-nao-dizer-eis-questao.html' title='Trombone'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/TNNPeq53jrI/AAAAAAAAAFM/VT_PIoO-59w/s72-c/trombone.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-3427859470262947386</id><published>2010-03-04T11:49:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T13:00:13.736-08:00</updated><title type='text'>Cinzas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/S5AQafYP4CI/AAAAAAAAAE8/N2YHhDAhnJc/s1600-h/12143w_helio_living_instudio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444869996776775714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/S5AQafYP4CI/AAAAAAAAAE8/N2YHhDAhnJc/s320/12143w_helio_living_instudio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo venho nutrindo a vontade de escrever sobre o incêndio que, em Outubro do ano passado, devorou parte das obras de Hélio Oiticica, artista plástico carioca falecido na década de 80. Vez por outra me vem à mente a reportagem sobre esse acontecimento que, por algum motivo, marcou-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ouvir falar do incidente, não conhecia o trabalho de Oiticica. Pesquisando-o, descobri sua fantástica obra, repleta de criatividade. Invenção sua, os "Parangolés" - espécie de capa decorada que só mostra seu colorido e sua beleza se estiver vestida por um ator em movimento - são uma amostra desse espírito criativo. Com sua obra "Tropicália", o artista  inspirou também o famoso movimento artístico da década de 70. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornando do parágrafo explicativo, retomo história do incêndio: em 16 de Outubro do ano passado (como o tempo voa!), a maior parte das pinturas e esculturas de Oiticica ardeu em chamas na casa do irmão do artista, onde era guardado o acervo. "Arrombei a porta para sair a fumaça e a gente entrar e ver o que era, mas já era tarde demais. Já estava pegando fogo em tudo", disse o irmão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, já era tarde demais. Certas coisas, aliás, se perdem para sempre. Que é o artista sem suas obras? Se sua alma era expressa na concretude de seus trabalhos - no caso de Oiticica, no seu neoconcretismo... - e esses trabalhos se perdem, morre, novamente, um pouco (ou muito!) do artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irreversibilidade de alguns fatos é real; brutal na maior parte das vezes. A oportunidade perdida, o abraço guardado, a palavra lançada, o descuido momentâneo, a destruição de um acervo artístico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro de escrever. Falar o quê sobre o irreversível? Falar o quê se já queimou e virou cinzas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-x-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I - Coincidentemente, enquanto eu pensava no blog, encontrei na revista Bravo deste mês uma nota sobre uma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; exposição de trabalhos remanescentes de Hélio Oiticica, a qual me reanimou a escrever esse texto e me fez ver que, de repente, nem tudo é tão irreversível assim... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;II - Vale a pena buscar no Google os trabalhos do artista plástico carioca. Impressionantes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-3427859470262947386?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/3427859470262947386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=3427859470262947386' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3427859470262947386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3427859470262947386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2010/03/cinzas.html' title='Cinzas'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/S5AQafYP4CI/AAAAAAAAAE8/N2YHhDAhnJc/s72-c/12143w_helio_living_instudio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-5031247602276051237</id><published>2009-11-27T11:31:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T11:54:57.108-08:00</updated><title type='text'>De volta!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SxAsQ_gNabI/AAAAAAAAAEs/poHQbtHK7bk/s1600/aula2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408871822908025266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SxAsQ_gNabI/AAAAAAAAAEs/poHQbtHK7bk/s320/aula2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após seis meses de nenhuma atualização, este espaço volta a funcionar!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante esse período, o tempo e a cabeça estavam completamente consumidos por outros projetos. Por mais que inúmeros recortes do cotidiano me fizessem ter vontade de registrar algo por aqui, as idéias se perdiam no meio da ocupação. Enfim, para meu alívio, o blog volta a ter espaço nos meus dias. E com a falta gritante do que fazer, quem sabe os posts não se tornam menos escassos? Tentarei ser uma "blogueira" -&lt;em&gt;é isso o que sou?-&lt;/em&gt; mais dedicada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É muito bom estar de volta!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-5031247602276051237?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/5031247602276051237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=5031247602276051237' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5031247602276051237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5031247602276051237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2009/11/de-volta.html' title='De volta!'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SxAsQ_gNabI/AAAAAAAAAEs/poHQbtHK7bk/s72-c/aula2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-7131589319184041394</id><published>2009-05-14T21:35:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T06:32:36.306-07:00</updated><title type='text'>O vice-presidente e a lição da semana</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SgzxfMGGAzI/AAAAAAAAAEk/9maNTxEmPVw/s1600-h/blog+josÃ©.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335905176652219186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 315px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SgzxfMGGAzI/AAAAAAAAAEk/9maNTxEmPVw/s320/blog+jos%C3%A9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;José de Alencar: sorriso e sabedoria&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu nunca havia reparado em José Alencar, nosso vice-presidente. Sequer havia me interessado por quem é ele ou qual a sua história pessoal. Entretanto, no último dia 13, suas palavras me surpreenderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 12 anos José de Alencar luta contra o câncer. Em Janeiro deste ano, o vice-presidente passou por uma cirurgia complexa, cuja duração foi de 18 horas, para a retirada de um tumor maligno no intestino. Neste momento, o vice-presidente não demonstrou nenhum sinal de fraqueza; ele encarou com coragem a doença. Na última quarta-feira, com a mesma serenidade demonstrada anteriormente, José de Alencar comentou o resultado de novos exames que comprovam existência de mais 18 focos do câncer em seu abdômen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida tem obstáculos. A gente tem que ter serenidade. Lutar sem desespero. Vou lutar para enfrentar a situação da melhor maneira possível. A minha vida, como a de todos, está nas mãos de Deus. Não adianta pensar diferente. A morte é um fenômeno da vida. Todos que nascem vão morrer um dia. Eu também. Quando, eu não sei”, disse José de Alencar, com serenidade estampada no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lutar sem desespero”. Essa frase marcou minha memória. Quantas vezes em nosso cotidiano nós nos entregamos a batalhas irracionais e nos desesperamos loucamente por banalidades? Desesperamo-nos pelo trabalho que deve ser entregue amanhã e ainda não está pronto, pelo atraso em determinado evento, pelo erro de alguém... O vice-presidente, por sua vez, luta pela vida (literalmente!), e não se desespera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos pelo seu cargo, mais pela sua sabedoria. É assim que lembrarei de José de Alencar. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Belo exemplo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-7131589319184041394?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/7131589319184041394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=7131589319184041394' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/7131589319184041394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/7131589319184041394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2009/05/jose-de-alencar-e-licao-da-semana.html' title='O vice-presidente e a lição da semana'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SgzxfMGGAzI/AAAAAAAAAEk/9maNTxEmPVw/s72-c/blog+jos%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-4407636402314619841</id><published>2009-02-01T10:36:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T17:33:08.844-08:00</updated><title type='text'>A mulher da cocada</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SYZM5oz2fZI/AAAAAAAAAEM/49PfHiI66sM/s1600-h/cocada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298006564739120530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SYZM5oz2fZI/AAAAAAAAAEM/49PfHiI66sM/s320/cocada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Algumas cocadas nada parecidas com as vendidas pela mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Há sete anos moro na mesma rua. Invariavelmente, por volta das onze da manhã, eu ouço a mulher dizer "Olha a cocada!", com sua voz grave que já não pode mais ser dissociada do calor da hora. Durante esses últimos anos, inúmeras coisas já aconteceram a mim e às pessoas ao meu redor. Nossas vidas já se transformaram incontáveis vezes e, a cada dia, novos sonhos surgem em nossas mentes, fazendo-nos traçar planos cada vez mais mirabolantes para nossos futuros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente ao nosso crescimento pessoal e profissional, ao ritmo frenético com que nossos dias passam, a mulher da cocada permanece com sua rotina indefectível de trabalho braçal sob o Sol. Provavelmente, a senhora robusta da qual eu falo nunca se questinou o por quê de sua vida inteira ter se baseado na venda das sobremesas de coco. Provavelmente, ela realiza sua atividade diária de forma mecânica e o "Olha a cocada!" sai de suas cordas vocais enquanto ela pensa na necessidade de trocar um ferrolho na janela da frente de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intriga-me, no entanto, a diferença monstruosa de perspectiva que se retrata na mente de pessoas de classes socias diferentes no Brasil e no mundo. Impossível imaginar os sonhos ou o conceito de felicidade que a mulher da cocada nutre. A realização pessoal de alguém cujas necessidades vitais mal são atendidas é, certamente, um fator que passa desapercebido na vida de quem deseja, um dia, ser um profissional renomado, ter um apartamente amplo, uma boa casa de praia, dois carros na garagem e poder viajar com os filhos nas férias de meio de ano. A vida tem desses contrastes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio é valorizar, seja qual for a classe social, aquilo que se tem, controlando - de forma racional, é claro - a ambição que a sociedade capitalista impõe a todos nós. É preciso cultuar a simplicidade, afinal. Leonardo Boff, em um de seus mais recentes artigos, diz uma coisa interessante: os grandes homens que a humanidade já conheceu eram pessoas absolutamente simples. Estão nesta lista Jesus Cristo e Gandhi, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto escrevo neste blog, imagino o que estará fazendo, neste exato momento, a mulher da cocada. Penso, também, se amanhã ela passará novamente por minha rua, dando a ela sua tão familiar sonoplastia, enquanto estudo para o tal do vestibular que ela provavelmente não chegou a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Humberto Gessinger: "Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-4407636402314619841?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/4407636402314619841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=4407636402314619841' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/4407636402314619841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/4407636402314619841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2009/02/mulher-da-cocada.html' title='A mulher da cocada'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SYZM5oz2fZI/AAAAAAAAAEM/49PfHiI66sM/s72-c/cocada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-4510499951381425707</id><published>2009-01-10T13:44:00.000-08:00</published><updated>2009-01-10T13:55:07.172-08:00</updated><title type='text'>Estrelas cadentes</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SWkYqjq8UlI/AAAAAAAAAEE/vkpMLj8YwJo/s1600-h/estrela+cadente.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289786356732285522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 304px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SWkYqjq8UlI/AAAAAAAAAEE/vkpMLj8YwJo/s320/estrela+cadente.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas não entendem de conflitos históricos, bélicos ou político-territoriais. Sequer são capazes de apreender o significado das palavras fundamentalismo, Hamas ou ofensiva militar, que ecoam das televisões e rádios em suas casas. Seus pais, reunidos em torno dos aparelhos eletrônicos, têm rostos tensos. O pai brada palavras ora de ódio, ora de apoio ao ouvir o caloroso discurso. A mãe chora baixinho. Num instante, as crianças compreendem o fato de que mesmo não sendo capazes de entender a guerra, elas a sentirão e a viverão integralmente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, dia 27, começou a temporada de estrelas cadentes. O menino de oito anos que nas noites de verão almejava com todas as suas forças ver no céu aqueles ágeis traços luminosos sabia que agora eles não eram bons sinais. O resultado de suas aparições era sempre o mesmo: um estrondo assustador seguido invariavelmente de choros e gritos. O garoto passou a evitar o céu: tinha medo das estrelas cadentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 257 crianças mortas na ofensiva israelense à faixa de Gaza exigiram uma mudança de metáfora. As estrelas cadentes, agora, são essas figuras infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos as viram brilhar: elas tiveram tempo escasso. Essas estrelas tinham sonhos: algumas queriam ser cantoras, outras médicas, outras, ainda, desejavam ser jogadores de futebol; essas estrelas sorriam, brincavam, amavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As que permaneceram, ficaram com seus brilhos ofuscados pelo sofrimento que sorveram durante os dias em que as estrelas-mísseis clarearam o céu. Algumas estrelas-cadentes perderam a perna, outras o braço. Algumas tiveram seu espírito mutilado pelo ódio que absorveram e com sorte não enveredarão pelo caminho da violência que levará embora algumas estrelas de Davi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que injustiça não compreender a guerra e, no entanto, vivê-la integralmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-4510499951381425707?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/4510499951381425707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=4510499951381425707' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/4510499951381425707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/4510499951381425707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2009/01/estrelas-cadentes.html' title='Estrelas cadentes'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SWkYqjq8UlI/AAAAAAAAAEE/vkpMLj8YwJo/s72-c/estrela+cadente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-1582643330665469035</id><published>2008-12-22T18:41:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T19:48:59.076-08:00</updated><title type='text'>Do acúmulo (ir)refletido</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SVBY4Ssp5fI/AAAAAAAAAD8/a_6rWqF6e3s/s1600-h/dalai+lama.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282820087020643826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SVBY4Ssp5fI/AAAAAAAAAD8/a_6rWqF6e3s/s320/dalai+lama.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Os seres humanos são dotados de uma natureza espiritual tal que não deveriam apenas possuir bens materiais, mas deveriam antes possuir sustento espiritual. Sem o sustento espiritual fica difícil adquirir e manter a paz de espírito"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffff00;"&gt;Dalai Lama &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De repente, ela viu que não havia sequer espaço para interrogações. Eram sapatos, bolsas, brincos, pulseiras e anéis perdidos no meio do esquecimento e da inutilidade. Nas prateleiras, os acessórios zombavam dela. Riam especialmente de seu olhar perdido no meio tanta informação e tão pouco conteúdo. Naquele dia, ela decidiu mudar. Separou uma caixa e, dentro dela, despejou a maior parte das peças que por anos acumulara sem perceber que não precisava de tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suando após o ritual de desprendimento terapêutico, pôs o que juntou dentro do carro e findou por doar tudo ao Armazém da Caridade. Sentiu-se bem, por fim. Daquele momento em diante pregaria o desapego aos bens materiais, afinal “o essencial é invisível aos olhos”, já dizia um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antoine_de_Saint-Exup%C3%A9ry"&gt;escritor francês&lt;/a&gt;. Teve, então, uma idéia: faria uma viagem de quatro meses ao Tibete e buscaria apreender um pouco dos ensinamentos básicos budistas, tão bonitos que eram. Dirigiu até a agência de viagens, programou o roteiro espiritual, fechou negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para casa, passou no shopping. Não dá para visitar o Tibete levando na mala (já velhinha, desgastada, talvez até seja preciso uma nova...) apenas as roupas que permaneceram no armário, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o consumismo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-x-&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;P.S.: Mesmo que se diga o contrário, shoppings lotados são bastante inspiradores.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-1582643330665469035?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/1582643330665469035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=1582643330665469035' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/1582643330665469035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/1582643330665469035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/12/do-acmulo-irfletido.html' title='Do acúmulo (ir)refletido'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SVBY4Ssp5fI/AAAAAAAAAD8/a_6rWqF6e3s/s72-c/dalai+lama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-475621009534416582</id><published>2008-12-08T13:26:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T09:12:14.543-08:00</updated><title type='text'>O tempo e seus milagres</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277456718673212802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 343px; CURSOR: hand; HEIGHT: 245px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/ST1K7KoD9YI/AAAAAAAAADg/EUYxmRYru6U/s320/trave.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente tenho vivido experiências e sensações que, por suas profundidades e particularidades, aparecem para mim com o imperativo de escrever sobre elas, mesmo que na maior parte dos casos eu lute por um distanciamento do que produzo por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que na noite da última sexta-feira, de repente, me vi em outra Natal. Por cerca de três horas, estive na Natal de Antônio Campos e Silva, de Astor, de Edgar, de Ciro e de tantos outros homens que, como os últimos três, se reencontravam após 50 anos de pouco ou nenhum contato. Esses senhores eram concluintes do científico - hoje segundo grau - do ano de 1958, no colégio Marista. No coquetel do reencontro da turma, pairava no ar um sentimento de alegria nostálgica irresistível. Eu estava ali representando meu falecido avô, que também pertenceu àquele grupo. Abraços calorosos, exclamações de espanto e risada s sonoras que eram ouvidas quando o apelido de infância de determinado colega vinha à tona ou quando algum fato engraçado era relembrado enchiam o recinto onde ocorria o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após cinqüenta anos, ali estavam indivíduos que compartilharam juntos o tempo no qual usavam calças curtas, jogavam bola e começavam a se aventurar pelos relacionamentos amorosos. Certamente estavam reunidas ali pessoas que, quando jovens, nutriram rancores adolescentes e aborrecimentos infundados entre si. Esses homens, sexta-feira, abraçavam-se como irmãos. De repente, um lampejo: quantos desgastes emocionais poderiam ser evitados se soubéssemos que, anos depois, aqueles acontecimentos que tanto nos preocupavam ganhariam uma dimensão mínima diante do turbilhão que é a vida e da maturidade que ganhamos com as experiências que o tempo nos oferece? Recordando mais uma vez Gabriel García Márquez, que tem uma infinidade de verdades bem-ditas (ou seriam benditas?) publicadas em seus livros, aqui se encaixa perfeitamente a frase: “A sabedoria só nos chega quando já não serve mais para nada...".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-475621009534416582?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/475621009534416582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=475621009534416582' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/475621009534416582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/475621009534416582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/12/o-tempo-e-seus-milagres.html' title='O tempo e seus milagres'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/ST1K7KoD9YI/AAAAAAAAADg/EUYxmRYru6U/s72-c/trave.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-7547862738474126295</id><published>2008-12-01T06:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T06:59:49.324-08:00</updated><title type='text'>A velhice nos tempos do cólera</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/STPx8c-vW1I/AAAAAAAAADY/43KECqdBXaM/s1600-h/gabriel_garcia_marquez-casa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274825609454771026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 235px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/STPx8c-vW1I/AAAAAAAAADY/43KECqdBXaM/s320/gabriel_garcia_marquez-casa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;em&gt;O escritor colombiano Gabriel García Márquez - a velhice também chegou para ele&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pois tinham vivido juntos o suficiente para perceber que o amor era o amor em qualquer tempo e em qualquer parte, mas tanto mais denso ficava quanto mais perto da morte"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(O amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Vi-a sentada defronte ao espelho, cheia de uma dignidade discreta. A mulher deveria ter mais de oitenta anos. Olhava o que os profissionais do salão de beleza faziam com seu pouco cabelo de forma disfarçadamente preocupada, como se à sua idade o incômodo demasiado com a aparência fosse bizarro. Seu corpinho era frágil, encurvado –“O tempo pesa”, pensei ter lido em sua postura – e seus reflexos eram notadamente lentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;À primeira vista a cena pareceu-me triste: uma senhora idosa buscando resgatar sem sucesso uma beleza que se esvaiu quando começaram a aparecer em suas mãos as rugas e em sua cabeça os primeiros sinais de alzheimer. O quadro seria melancólico se eu não tivesse percebido em seu olhar envelhecido aquela chama de vaidade e auto-estima que se apodera das mulheres quando fazemos algo por nós mesmas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;A velhinha do salão lembrou-me uma experiência emocionante vivida por mim ano passado. Durante uma ação voluntária realizada em um abrigo para idosos no bairro de Mãe Luíza, eu e trinta amigos fizemos um bingo para os velhinhos ali presentes. Estive ao lado de uma senhora que, mal-humorada, recusou-se a participar da brincadeira e findou por ganhar de prêmio-consolação um chaveiro. Ela gostou do presente, mas insistia incessantemente para que eu retirasse do objeto a argola que deveria se unir às chaves. Relutei de início. Tentava explicar à mulher miudinha que, sem o aro, o chaveiro não teria serventia. Por fim, desisti de convencê-la e retirei a argola. Qual não foi minha surpresa quando a velhinha pegou o aro metálico e, colocando-o no dedo indicador, abriu-me um sorriso sem dentes e me disse de forma quase indecifrável: “Olha meu anel!”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Uma sociedade que não valoriza seus idosos definitivamente não aprendeu por completo a lição de civilidade. Na velhice há, sim, beleza, amor próprio, vida. Gabriel García Márquez sabia tanto disto que escreveu em seu livro “O amor nos tempos do cólera” uma das mais belas reflexões sobre a vida que pulsa com vigor mesmo quando a juventude já partiu há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Em vez de correr desesperadamente contra a corrente dos anos, na recusa permanente de ver que o tempo pesa sobre todos, deveríamos nos empenhar em expandir qualidade de vida na velhice, reconhecendo que os idosos têm, tanto quanto os mais jovens, uma necessidade enorme de serem o que desejam ser. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-7547862738474126295?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/7547862738474126295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=7547862738474126295' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/7547862738474126295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/7547862738474126295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/12/velhice-nos-tempos-do-clera.html' title='A velhice nos tempos do cólera'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/STPx8c-vW1I/AAAAAAAAADY/43KECqdBXaM/s72-c/gabriel_garcia_marquez-casa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-8214465540974903176</id><published>2008-11-17T15:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T03:59:53.604-08:00</updated><title type='text'>Emaranhado de nomes</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SSIRrVhtp1I/AAAAAAAAADQ/iL1GNHVXzbg/s1600-h/Say_cheese.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269793950187497298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SSIRrVhtp1I/AAAAAAAAADQ/iL1GNHVXzbg/s320/Say_cheese.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Say cheese - Anthony Falbo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Na leitura de revistas como &lt;em&gt;Época&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;, normalmente me destino diretamente às notícias sobre livros e cultura em geral, pulando sem culpa as páginas voltadas à vida política do país. Hoje fiz diferente. Arrisquei-me, com a última edição da &lt;em&gt;Época&lt;/em&gt;, a ler por completo a seção que geralmente evito, a começar pela reportagem: " A jogada de Tarso", que trata das manobras políticas do ministro da Justiça Tarso Genro para permanecer no cargo, em meio aos escândalos da Abin e à disputa pelo poder na Polícia Federal entre duas facções antagônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que li duas vezes a reportagem para apreender por completo as informações que ela apresentava. Não porque o texto estivesse mal redigido, pelo contrário: achei a redação excelente. A dificuldade, no meu caso, foi entender e memorizar a teia complicadíssima de nomes, cargos e interesses divergentes e particulares que compunham as quatro páginas da reportagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Assustou-me o fato de que todo aquele emaranhado de jogadas sujas tivesse como finalidade única algo tão efêmero quanto o poder. Arrepiou-me ainda mais pensar que são eles, os donos daqueles nomes que soavam para mim como ecos distantes, os responsáveis por trilhar os rumos de um país com 188. 298. o99 de habitantes, dos quais 12 % são analfabetos e outros 30% analfabetos funcionais, incapazes de conhecer o que se passa em sua nação não necessariamente por omissão pessoal, mas porque o sistema educacional do Brasil não foi capaz de lhes fornecer a instrução necessária.  Onde eu estava com a cabeça quando me recusei a abrir meus olhos e ouvidos para as ondas de politicagem e mau-caratismo que insistem em fazer nosso país submergir para cada vez mais perto do caos? Os nomes dos responsáveis por nosso fracasso como nação estão por aí, soltos em páginas que nos negamos a ler. E o que é pior: seu nomes, assim como o de todos os exemplares da mesquinharia humana, passam, enquanto as conseqüências de seus atos ficam de legado para toda a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco afeita a esse tipo de leitura, me debruçarei com determinação -já que esta é uma ferramente indispensável para quem deseja entender o quadro político brasileiro - sobre notícias relacionadas com os bastidores do nosso governo. Farei isso não por que meu interesse por essas falcatruas se equipare àquele que nutri minha vida toda pela literatura, por exemplo. Minha decisão é motivada mais por um dever de cidadã capaz de compreender as páginas de uma revista e por alimentar, mesmo de longe, a esperança de ser surpreendida com indicadores de mudança numa dessas aventuras pelas páginas políticas do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-8214465540974903176?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/8214465540974903176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=8214465540974903176' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/8214465540974903176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/8214465540974903176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/11/emaranhado-de-nomes.html' title='Emaranhado de nomes'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SSIRrVhtp1I/AAAAAAAAADQ/iL1GNHVXzbg/s72-c/Say_cheese.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-9119162077973902234</id><published>2008-10-14T17:05:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T14:21:48.957-07:00</updated><title type='text'>Um brinde! - Quarta e última parte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SP6PqZyILSI/AAAAAAAAADI/7LIywKPkb3k/s1600-h/fogos+de+artif%C3%ADcio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259799373453733154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SP6PqZyILSI/AAAAAAAAADI/7LIywKPkb3k/s320/fogos+de+artif%C3%ADcio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Finalmente o conto recebe um desfecho. A intenção não era de que esta última parte ficasse longa demais; se ficou, desculpem-me :) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijo, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Ana Luiza.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-x-&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ofereceu a Augusto o braço para que juntos caminhassem pelo salão. Chegaram ao jardim de árvores podadas e sentaram-se num banco defronte a uma fonte. Ouviam, dali, apenas rumores da grande festa. A mulher lançou um olhar oblíquo para Augusto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E então? Não proferiu palavra desde que nos reencontramos. Creio até que não te lembras mais de mim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Impossível esquecê-la. Naquela tarde não aconteceu nada extraordinário, mas você simplesmente deixou marcas inesquecíveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Muitos já me falaram do meu poder de fascínio...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem é você, afinal?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Logo saberás. Antes, conte-me como viveu. O que amou e pelo o que lutou. Sessenta anos passam rápido, apesar de constituírem muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Amei a vida, em primeiro lugar. Vivi-a intensamente. Amei o império farmacêutico que construí, amei a casa na qual morei, amei as artes. Apaixonei-me por muitas mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Amou alguma?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, nunca. O meu egocentrismo não me permitiu amar a nenhuma delas verdadeiramente. Mas amei um pouco cada uma... E se de gota em gota faz-se o oceano, creio que amei demais! -confidenciou Augusto entre risos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É o que dizem... - sentenciou a mulher, não muito convencida. - E sua luta para reconstruir a indústria de sua família valeu a pena? Você salvou muitas vidas?&lt;br /&gt;- Minha cara, para quê tantas perguntas logo a um velho como eu? Na idade em que estou essas meditações só devem ser feitas num leito de hospital, pouco antes do suspiro final. Caso contrário, o ser que medita sobre as questões que você me fez corre o risco de fechar-se em si, mesmo quando, aos oitenta e seis anos, a alma precisar ser uma janela escancarada para o mundo. Mas já que você insiste, respondo: minha luta valeu. Não digo isto pelo espírito altruísta que se supõe num homem cuja vida foi desenvolver remédios para que os outros vivessem também. A luta valeu a pena porque me permitiu conquistar tudo o que sempre sonhei: sucesso, poder, amigos interessantes, dinheiro para colecionar obras de arte e realizar festas como esta. Quanto à saúde que levei a muita gente, sinto-me lisonjeado por ela, mas, para ser sincero, o bem-estar das pessoas foi conseqüência natural da minha jornada e não o objetivo dela.&lt;br /&gt;- Ora, ora... Não esperava toda essa franqueza vinda de você, Augusto Puce. Sugeriria que você fizesse um discurso menos sincero da próxima vez, se ela ainda fosse possível – disse ela, ironicamente. - De qualquer forma, saiba que você fez um grande favor a mim todo esse tempo. Sua indústria retardou meu trabalho, poupou-me de esforços sem sentido.&lt;br /&gt;- Desculpe-me, mas volto à pergunta: quem é você?&lt;br /&gt;- Não sabes ainda, Augusto? Sou a Morte, homem. Salvei você uma vez, pois sabia que seu destino era aliviar um pouco o peso da minha responsabilidade: já bastavam os sem-vida com os quais eu devia arcar e ainda vinham as epidemias e as doenças incontroláveis que me obrigavam a transportar até aqueles que deviam permanecer um pouco mais.&lt;br /&gt;-Logo vi que você não pertencia a este mundo... É por ser a Morte que você não envelheceu, não é? Mantém-se com mesma face de mistério daquela tarde de outono. – concluiu ele, atônito. - Então quer dizer que passei a vida lutando contra você? – perguntou por fim.&lt;br /&gt;- Lutando contra mim? Não, de forma alguma... Na verdade, não gosto muito do papel que desempenho, mas como não há escolha, o faço. Ás vezes, eu preciso do apoio de pessoas como você.&lt;br /&gt;- E cumprida minha missão, veio me levar? – perguntou Augusto, sombrio, mas firme&lt;br /&gt;-Vim, meu querido. A hora chegou. Mas não se preocupe: serei doce. – E aproximou-se do homem, acariciando seus cabelos brancos como uma mãe nina seus filhos, enquanto lindos fogos de artifícios iluminavam a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, os jornais noticiaram a morte natural de Augusto Puce, encontrado morto e sorrindo sobre um banco do seu jardim, durante a festa de seu octogésimo sexto aniversário. Por todo o mundo, a notícia se espalhou com o seguinte subtítulo: “Morre Augusto Puce, homem cuja maior paixão foi salvar vidas.” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-9119162077973902234?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/9119162077973902234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=9119162077973902234' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/9119162077973902234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/9119162077973902234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/10/um-brinde-quarta-e-ltima-parte.html' title='Um brinde! - Quarta e última parte.'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SP6PqZyILSI/AAAAAAAAADI/7LIywKPkb3k/s72-c/fogos+de+artif%C3%ADcio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-6114771710178119326</id><published>2008-10-14T16:56:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T17:02:17.392-07:00</updated><title type='text'>Um brinde! - Parte III</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SPUx_4W9BHI/AAAAAAAAADA/QLghTv_e3o4/s1600-h/Salvador%2520Dali%2520-%2520Galatea%2520Of%2520The%2520Spheres.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257163113555100786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SPUx_4W9BHI/AAAAAAAAADA/QLghTv_e3o4/s320/Salvador%2520Dali%2520-%2520Galatea%2520Of%2520The%2520Spheres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Galáxia de esferas - Salvador Dalí.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, você não quer morrer... - disse aquela figura diferente. Tinhas olhos negros e os cabelos idem, lisos e escorrendo pelos ombros. Era frágil e muito alva.&lt;br /&gt;- Vamos, deixe-me ver essa carta -Replicou ela, tomando das mãos de Augusto o papel ligeiramente amassado. - Olhe só isto... Todo esse melodrama! Já vi cartas de suicídio melhores que esta. E sua pretensão era enfiá-la nessa garrafa? - disse-lhe, apontando para a garaffa de conhaque aos pés de Augusto - Muito clichê! - Concluiu, rindo.&lt;br /&gt;-Quem é você para julgar a minha carta? E como sabia que eu quero morrer? - perguntou Augusto, ainda tonto.&lt;br /&gt;- E preciso saber de alguma coisa? Basta ver seu rosto, Augusto...&lt;br /&gt;- Como sabe meu nome?&lt;br /&gt;- Estava assinado em sua carta.&lt;br /&gt;- Ah, é mesmo...&lt;br /&gt;- Mas essa história de morrer não procede, moço. Tão jovem, com um futuro tão brilhante. Idependente do que tenha acontecido, você reconstruirá tudo rapidamente, tenho certeza.&lt;br /&gt;- Como pode ter essa certeza? Sou um fracasso. Foi por causa da minha estupidez que todo o esforço de gerações se perdeu.&lt;br /&gt;- Mas você recuperará tudo e será ainda maior que seus antepassados... Verei seu nome estampado em jornais e revistas em anos.&lt;br /&gt;- Falar é fácil... Como vou fazer para reconquistar as coisas que perdi?&lt;br /&gt;- Pense, homem. Será que você não tem nenhum dinheiro aplicado na bolsa? Digo isso porque já vi que seu problema é financeiro... Resgate o dinheiro e recupere sua empresa, simples.&lt;br /&gt;- Eu não tinha pensado assim.&lt;br /&gt;- É exatamente por isso que estou aqui e é também por essa razão que você estava pensando em tamanha tolice; não que a Morte seja tolice, não se trata disto... Mas às vezes não é o momento dela. Entretanto, preste atenção: você deverá recuperar, além dos bens materiais, sua vida espiritual, suas virtudes. Não se esqueça disso.- Farei isso, muito obrigado pela ajuda - disse-lhe Augusto, tomando as mãos da moça e dando nelas beijos atrapalhados- Nunca poderei lhe pagar pela ajuda que você me deu.&lt;br /&gt;- Ah, não se preocupe - respondeu ela, rindo pelo gesto desajeitado do rapaz - Sua dívida será quitada pelo seu sucesso. Daqui a sessenta anos te procurarei para o nosso acerto de contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se, sacudiu do vestido a areia e sumiu. Augusto não tornou a vê-la e tampouco procurou saber seu nome, atordoado que estava. Pensou, por muito tempo, que a moça era fruto de sua embriaguez. Delírio ou não, o futuro vislumbrado por ela se concretizou. Em poucos anos Augusto retomou o patrimônio da família e tornou-se famoso mundialmente pela Puce e Cia. Indústria Farmacêutica. Até Olívia o buscou novamente, mas ele não a aceitou de volta, assim como nunca enxergou como único e definitivo nenhum de seus demais romances. Comprometera-se com a lembrança daquela tarde de outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a moça da praia existia e lá estava ela, caminhando na direção de Puce, alheia, também, às pessoas aos seu redor, que pareciam não notá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando a Augusto, sorriu:&lt;br /&gt;- Vim receber meu pagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Continua...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-x-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para ser sincera, minha vontade é de publicar aqui outra coisa que não esse conto. Mas já que não há outro remédio para evitar uma quebra de seqüência, o jeito é tomá-lo de uma vez, sem interromper os goles. O fim vem rápido, prometo. Só mais uma parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo,&lt;br /&gt;Ana Lú. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-6114771710178119326?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/6114771710178119326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=6114771710178119326' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/6114771710178119326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/6114771710178119326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/10/galxia-de-esferas-salvador-dal.html' title='Um brinde! - Parte III'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SPUx_4W9BHI/AAAAAAAAADA/QLghTv_e3o4/s72-c/Salvador%2520Dali%2520-%2520Galatea%2520Of%2520The%2520Spheres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-5607305932961914025</id><published>2008-10-12T12:10:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T07:26:04.794-07:00</updated><title type='text'>Um brinde! - Parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SPJZQkWUbrI/AAAAAAAAACw/oDPI2ZKcvo0/s1600-h/Mensagem_na_Garrafa_1%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256361856264859314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SPJZQkWUbrI/AAAAAAAAACw/oDPI2ZKcvo0/s320/Mensagem_na_Garrafa_1%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A multidão abre-se para permitir a passagem do velho. "Obrigado, muito obrigado" era o que ele balbuciava para os que o envolviam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Augusto toma o microfone e, mais uma vez, faz-se o silêncio, este muito mais envolto em expectativa que o primeiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Meus amados amigos e amigas, nada me dá maior felicidade que o sorriso de vocês esta noite. Comemoramos, hoje, não apenas meu aniversário - que, diga-se de passagem, não seria digno de tamanha festa. Estamos celebrando, sim, os sessenta anos da maior indústria farmacêutica da atualidade, responsável por salvar inúmeras vidas e por proporcionar a doentes do mundo inteiro um pouco mais de alegria. O brinde que proponho, então, é para a &lt;em&gt;Puce e Cia&lt;/em&gt;, sonho idealizado e concretizado por mim quando meus cabelos não eram tão brancos... Vamos, brindemos todos! - finaliza Augusto, levantando sua taça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a sincronia com que todos acompanharam seus gestos e beberam do seu champagne fez brilhar os olhos do magnata dos remédios. "Graças a Deus nunca precisei das drogas que fabrico", costumava dizer Puce, vangloriando-se de sua saúde de ferro, apesar da vida regada a fumo e álcool.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De repente Augusto estancou. As pessoas ao redor, as risadas e a música... Tornara-se cego e surdo para tudo. Via apenas ela. Cumprira o prometido, afinal. Aguardava-a há algum tempo e já havia passado noites em claro imaginando como seria o reencontro. Não havia mudado desde a primeira vez que a viu, sessenta anos antes. A mesma postura ressabiada, a tez pálida, os cabelos negros descendo pelos ombros. Sim, ela veio. Agora, o que restava-lhe?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era uma tarde de outono em 1948. O céu nublado, a brisa fria... Tudo parecia cinza naquele dia. Depois da segunda garrafa de conhaque, Augusto decidira se perder na imensidão azul do mar para nunca mais ser encontrado. Olívia, sua noiva, o havia abandonado depois que a empresa farmacêutica deixada por Frederico Puce- que nunca confiou no talento administrativo do filho, ocupado demais em festas e romances - faliu. Sem dinheiro, sem amor, Augusto resolveu que a vida não valia mais a pena. "Coisas de um jovem romântico sem muito juízo...", dizia ele, recordando o fato para a legião de ouvintes que não cansava da história. Já começara a enfiar numa garrafa a carta de suicídio, na qual perdia perdão ao mundo por ter um dia o habitado, quando ao seu lado, na areia, sentou-se a criatura mais linda que ele já tinha visto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Continua...)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-x-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antes de tudo, peço desculpas pela demora em continuar o conto (é que a cabeça e a rotina andavam meio bagunçadas) e asseguro que não será assim daqui pra frente: a continuação virá ainda essa semana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijos e boa leitura,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aninha.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-5607305932961914025?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/5607305932961914025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=5607305932961914025' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5607305932961914025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5607305932961914025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/10/um-brinde-parte-ii.html' title='Um brinde! - Parte II'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SPJZQkWUbrI/AAAAAAAAACw/oDPI2ZKcvo0/s72-c/Mensagem_na_Garrafa_1%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-8131863769241476714</id><published>2008-09-21T13:47:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T16:14:36.667-07:00</updated><title type='text'>Um brinde! - Parte I</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SNbqdTjw7pI/AAAAAAAAACo/edzSQAbWsu0/s1600-h/ist2_6240972-champagne-and-candles.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248640204934278802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SNbqdTjw7pI/AAAAAAAAACo/edzSQAbWsu0/s320/ist2_6240972-champagne-and-candles.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como em todos os anos de sua vida, Augusto Puce não deixara de preparar, para a celebração dos seus 86 anos, uma grande festa. As melhores bebidas e comidas eram servidas em bandejas ornamentadas com frutas e flores exóticas. A iluminação trazia uma aura especial para o momento, que reunia nos salões da mansão do magnata grandes personalidades e amigos de longas datas, todos vestidos de glamour e riqueza. A música refinada e a profusão de cores e rosas que compunham a decoração completavam o fascínio da cena. Tudo estava em perfeito acordo com o requintado gosto do octagenário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Do alto da escada em espiral que mandara construir trinta anos antes, Augusto contemplava aqueles rostos familiares que sorriam e dançavam ao som de&lt;em&gt; Non, je ne regrette rien*. S&lt;/em&gt;eus exuberantes e perspicazes, mesmo que envelhecidos, olhos verdes admiravam a festa freqüentada por mulheres lindas e homens elegantes. Sim, ele se acostumara a viver nesse mundo perfumado e luminoso e não escolheria vida diferente se tivesse de nascer novamente. A coleção de quadros que preenchia as paredes de toda a residência, as maçanetas douradas e minimalistas... Todas aquelas coisas estavam gravadas na memória de Augusto e tinham para ele um grande valor sentimental.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A noite estaria completa se, dentre tanta gente, não faltasse alguém. "Onde está você?", perguntava-se o velho, com agonia. As suas divagações, no entanto, não se estenderam por muito tempo. Seus pensamentos foram interrompidos quando seu sobrinho ordenou e a paralisação da música. Fez-se um silêncio mágico. Tomando o microfone, o rapaz anunciou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Senhoras e senhoras, eu vos anuncio a presença daquele que é a razão desta celebração e o motivo pelo qual estamos aqui hoje. Uma salva de palmas para meu querido tio e amigo, o grande Augusto Puce!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As palmas e aclamações encheram o recinto. O velho Puce, amparado por uma bengala, mas sem perder o charme e a altivez inerentes a ele, desce a escada e cumprimenta com seu sorriso hipnótico os convidados, eufóricos com a presença do homem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Continua...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-x- &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Inicia-se com esta postagem o conto "Um brinde!", cuja continuidade será dada nos posts que se seguirão. Espero que se divirtam!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-x-&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Música composta por Michel Vaucaire e Charles Dumont, eternizada pela voz da francesa Edith Piaf. Para ouvi-la, acesse: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kFRuLFR91e4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=kFRuLFR91e4&lt;/a&gt; . Para ver sua tradução: &lt;a href="http://http//vagalume.uol.com.br/cassia-eller/non-je-ne-regrette-rien-(traduzida).html"&gt;http://http//vagalume.uol.com.br/cassia-eller/non-je-ne-regrette-rien-(traduzida).html&lt;/a&gt; .&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-8131863769241476714?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/8131863769241476714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=8131863769241476714' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/8131863769241476714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/8131863769241476714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/09/um-brinde-parte-i.html' title='Um brinde! - Parte I'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SNbqdTjw7pI/AAAAAAAAACo/edzSQAbWsu0/s72-c/ist2_6240972-champagne-and-candles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-1817054935480636207</id><published>2008-09-02T12:06:00.000-07:00</published><updated>2008-09-02T17:32:12.051-07:00</updated><title type='text'>Pequena história urbana</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241519242388556594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SL2d-u3xyzI/AAAAAAAAACY/FN8i3ERzaYc/s320/Le+petit+prince.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Creio que ele aproveitou, para evadir-se, pássaros selvagens que emigravam"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aquarela e frase retiradas do livro 'Le petit prince" ("O pequeno príncipe"), por Saint Exupéry&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Deixou o monumental edifício empresarial onde trabalhava e iniciou sua caminhada, de pasta e paletó na mão, sem destino certo. Passou a vida correndo de um lado para outro, mas nunca soube exatamente o que buscava. Desde muito pequeno fora lapidado para ser o melhor e agora, tendo conquistado o tão almejado sucesso profissional, não se sentia pleno. Descobrira há poucos instantes que sempre sonhou os sonhos alheios, sem nunca ter parado para pensar se o rumo que dava à sua existência era de fato aquele que queria trilhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Gostaria de se livrar daquela gravata que o apertava. Queria jogar fora a pasta que tinha de carregar para todos os lugares e percebeu que odiava usar paletó, o qual lhe trazia um calor insuportável.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E foi assim, pensando em tudo e ao mesmo tempo em nada, que arrancou a gravata, jogou no chão o paletó e a pasta e se pôs a correr, indiferente aos olhares das pessoas civilizadas que o observavam com olhos de repreensão e espanto. Não ouvia os gritos dos transeuntes cada vez que esbarrava em um deles. Não via os carros quando atravessava as largas avenidas, provocando buzinas e xingamentos dos já muito estressados motoristas. Corria, apenas. Sentia sua respiração ofegante e isto lhe bastava. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Parou de frente para o mar e reparou que nunca o havia contemplado com tanta intensidade. Como era lindo! Sentou-se na areia, passou as mão nos cabelos iluminados pelos últimos raios de Sol. A vida era bela, pois sim. Afinal, seria sempre possível afrouxar o nó da gravata, largar pasta e paletó na calçada e correr até cansar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-1817054935480636207?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/1817054935480636207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=1817054935480636207' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/1817054935480636207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/1817054935480636207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/09/conto-urbano.html' title='Pequena história urbana'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SL2d-u3xyzI/AAAAAAAAACY/FN8i3ERzaYc/s72-c/Le+petit+prince.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-9166409345004390923</id><published>2008-08-27T12:35:00.000-07:00</published><updated>2008-08-28T12:03:35.832-07:00</updated><title type='text'>Embaixo do nosso nariz</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SLWtwWtfYTI/AAAAAAAAACQ/SoBdeoXJqE4/s1600-h/Salvador+-+Bahia+106.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239284787757146418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SLWtwWtfYTI/AAAAAAAAACQ/SoBdeoXJqE4/s320/Salvador+-+Bahia+106.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Indigente&lt;/em&gt; - Foto tirada na cidade de Salvador, Bahia, pela blogueira que vos fala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciaram segunda-feira, 25/08, as inscrições para a SOI -Simulação das Organizações Internacionais- que este ano destinou como comitê para os alunos do ensino médio a OMS (Organização Mundial da Saúde), tratando do tema "AIDS: combate e prevenção".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no ano passado, fiz rapidamente minha inscrição para o evento e aguardo ansiosamente seu início. O que me veio à mente esses dias, no entanto, foi um questionamento a respeito da aplicabilidade prática daquilo que discutimos não apenas na SOI, mas em nossas salas de aula, na internet e em outros meios que permitem a livre circulação idéias e conhecimento. Não que sejam inválidas discussões a respeito da AIDS ou do conflito árabe-israelense, por exemplo. Pelo contrário: é debatendo que se formam opiniões e com as relações internacionais a todo vapor, os problemas da pandemia a AIDS ou do impasse palestino também são preocupações nossas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assusta-me, todavia, que tanta energia e tempo sejam desperdiçados na busca por soluções para problemas tão distantes da nossa realidade, quando, na verdade, grandes dilemas sociais estão presentes pertinho de nós, em nosso país, em nosso Estado, em nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que não seria melhor encontrar a solução para a superlotação no presídio de Alcaçuz antes de lutar por inalcançáveis resoluções a respeito do terrorismo no Oriente Médio? Não seria mais eficaz tentar resolver o problema da corrupção em nossa câmara de vereadores no lugar de buscar o fim do desvio das verbas para a saúde nos países africanos? Imaginem se durante quatro dias os jovens discutissem a elaboração de um documento que, em vez de uma fantasia, fosse real e dirigido a nossas autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inquestionável a importância da SOI para os estudantes do ensino médio e universitários interessados em relações exteriores e direito internacional. E é dificílimo ver alguém que, participando uma vez, não sinta vontade de participar novamente. Esse evento, aliás, realiza tudo ao qual ele se propõe: uma simulação das organizações internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não dá para negar é que existem feridas sociais muito graves na esquina de nossa rua e que a cura para elas, que só poderá vir com a participação da sociedade em geral, especialmente do jovem, parece estar longe de ser encontrada e, o pior de tudo, de ser discutida, estudada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-9166409345004390923?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/9166409345004390923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=9166409345004390923' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/9166409345004390923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/9166409345004390923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/08/em-baixo-do-nosso-nariz.html' title='Embaixo do nosso nariz'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SLWtwWtfYTI/AAAAAAAAACQ/SoBdeoXJqE4/s72-c/Salvador+-+Bahia+106.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-70119072913609381</id><published>2008-08-21T10:45:00.001-07:00</published><updated>2008-08-21T13:35:25.334-07:00</updated><title type='text'>É isso aí</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SK2pyW06CRI/AAAAAAAAACI/pxhQ8B6YxWU/s1600-h/Marta+Roberto+Candia-AP.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237028624287795474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SK2pyW06CRI/AAAAAAAAACI/pxhQ8B6YxWU/s320/Marta+Roberto+Candia-AP.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A decepção de Marta após a derrota na partida que renderia o ouro olímpico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Foto retirada do site estadao.com, por Roberto Candia/AP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não entendo muito de futebol. Aliás, não sou uma especialista nos esportes, seja qual for a categoria. Entretanto, se houve coisas que me chamaram a atenção no jogo da seleção feminina nesta manhã de quinta-feira foram a disposição e o amor à camisa que nossas meninas demonstraram em campo. Nada parecido com a partida vergonhosa da seleção masculina, que se acovardou e levou uma goleada da Argentina, nossa rival histórica, sem ser capaz de mostrar por que dizem que o Brasil tem o melhor futebol do mundo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diferentemente da equipe masculina, a seleção feminina não é composta por milionários, reconhecidos mundialmente. As mulheres do futebol brasileiro, apesar de terem vencido enormes barreiras, ainda possuem um espaço periférico no esporte nacional e a muito custo alcançam os patrocínios necessários a suas participações em competições mundiais, nas quais sempre são destaque.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Guerreiras em campo e na vida real, as meninas do nosso futebol mostraram o que é lutar até o último minuto em busca de um sonho. A maioria delas, oriundas das classes sociais desprivilegiadas, só conquistaram o lugar na seleção por terem sido em suas vidas aquilo que foram neste jogo: determinadas e perseverantes. Que Marta, Cristiane e outros talentos dessa equipe sejam para nós exemplos, sempre.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E se por algum momento o clichê "é mais importante competir" vigorou nas Olimpíadas de Beijing, esse momento foi hoje. Ver nossa seleção feminina de futebol competir nos trouxe orgulho e, mesmo o ouro não vindo, ficou a honra ver mulheres lutando tão bravamente por nossa camisa verde e amarela em um esporte predominantemente masculino.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-70119072913609381?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/70119072913609381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=70119072913609381' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/70119072913609381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/70119072913609381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/08/isso.html' title='É isso aí'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SK2pyW06CRI/AAAAAAAAACI/pxhQ8B6YxWU/s72-c/Marta+Roberto+Candia-AP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-5779566384181168750</id><published>2008-08-15T10:07:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T11:57:04.186-07:00</updated><title type='text'>A casa na árvore</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SKXNyfqUufI/AAAAAAAAACA/ix5Fh-AGaHc/s1600-h/150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234816409264241138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SKXNyfqUufI/AAAAAAAAACA/ix5Fh-AGaHc/s320/150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Árvores no jardim Asylum - Van Gogh&lt;/span&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu tinha nove anos quando vovó resolveu dar-me de presente uma casa na árvore. O local escolhido para ser base da minha fantasia era o mais imponente cajueiro da granja dos meus avós, com galhos fortes e extensos, nos quais eu passava tardes inteiras fingindo estar nos bosques do Sítio do Pica-pau Amarelo, brincando com Emília e tendo conversas amigáveis com Visconde de Sabugosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me bem que a construção da casinha durou dois meses (para mim, uma eternidade) e que minhas expectativas foram em muito superadas pelo primor com que meus avós construíram a materialização dos meus sonhos infantis: a casa era rosa, possuía escada, sala, cozinha e duas janelas cobertas por cortinas amarelas decoradas por lacinhos vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que a casa na árvore marcou o apogeu e fim da minha infantilidade. Era um dia quente de dezembro quando subi no local que há muito já me era familiar e na cortina da cozinha lá estava a responsável pelos meus pesadelos de meses depois: uma aranha caranguejeira enorme, peluda, balançando as patinhas e se deslocando lentamente pelo tecido, como se nela houvesse prazer em me apavorar. Tamanho foi o medo que até voz para gritar me faltou e, não sei bem como, rolei escada abaixo. A minha última lembrança daquele dia foi ter observado do chão, com o tornozelo torcido e a boca cheia de areia, a imagem da&lt;em&gt; minha&lt;/em&gt; casinha, tomada por assalto pela aranha que até hoje me vem na memória quando sofro algum fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não voltei a subir na casa e, após o fato, nunca mais brinquei com as demais crianças com a empolgação habitual. A casa na árvore e a aranha foram os divisores de água entre minha infância e puberdade. Foi a partir daquele dia que percebi o quanto frustração e covardia podem permear alguns momentos de nossas vidas e que mesmo quando tudo parece bem, somos falíveis e sujeitos a perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuo sentindo gosto de infância e cheiro de cajú quando lembro da minha linda casa na árvore.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-5779566384181168750?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/5779566384181168750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=5779566384181168750' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5779566384181168750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/5779566384181168750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/08/casa-na-rvore-e-aracnofobia.html' title='A casa na árvore'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SKXNyfqUufI/AAAAAAAAACA/ix5Fh-AGaHc/s72-c/150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-145199368032226001</id><published>2008-08-09T14:00:00.000-07:00</published><updated>2008-08-09T19:54:36.142-07:00</updated><title type='text'>Mundo velho sem porteira</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SJ5V2GCmp5I/AAAAAAAAAB4/iiJJQ6VnywA/s1600-h/Portinari.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232714204873926546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SJ5V2GCmp5I/AAAAAAAAAB4/iiJJQ6VnywA/s320/Portinari.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Meninos soltando pipas - Portinari&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Eram oito e quinze de uma melancólica manhã de domingo quando o telefone tocou na casa de Antônio, quebrando o silêncio tão habitual naquele dia da semana. &lt;/div&gt;-Pai, tia Vera quer falar com você - disse seu filho mais novo, Rodrigo, que após atender ao telefone deixa-o ao lado do gancho e sai para jogar futebol com seus vizinhos do condomínio luxuoso onde moravam.&lt;br /&gt;-Alô? Oi, Vera - atende Antônio com displicência.&lt;br /&gt;-Antônio, o papai morreu - diz a mulher ao telefone, mal podendo conter o choro - Foi infarto fulminante; quando mamãe percebeu ele já não respirava mais - prosseguiu ela, enquanto o seu irmão, no outro lado da linha, não esboçava nenhuma reação - É muito importante sua presença no velório e no enterro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio detestava os ritos fúnebres. O caixão, as coroas de flores desbotadas, as roupas pretas vestindo corpos de almas destroçadas. Odiava ainda mais o enterro, a descida às entranhas da terra de pessoas que independente do que tinham feito em vida, naquele momento estariam sete palmos abaixo dos pés daqueles que permaneciam esperando a visita da "indesejada das gentes".&lt;br /&gt;Havia treze anos que o homem de quarenta não se comunicava com o pai. Durante esse período, terminou a faculdade, casou-se com Marisa, violinista da Orquestra Sinfônica de São Paulo, e teve dois filhos: Lívia, de onze anos, e Rodrigo, com oito. Foi também nesse espaço de tempo que Toninho, como era chamado Antônio pelos colegas de escola, tornou-se, numa carreira meteórica, um dos pianistas mais aclamados do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pai, também Antônio, era um simples agricultor, mas tendo aguçada visão de mundo destinava praticamente toda a renda mensal para financiar o estudo dos dois filhos. Queria que fossem doutores, "gente estudada", ele dizia. Quando fez dezoito anos, Antônio filho colocou no bolso o dinheiro que o pai havia economizado para a ocasião e foi à capital fazer sua inscrição no vestibular. Qual não foi a surpresa paterna quando Toninho, aluno aplicadíssimo desde pequeno, resolveu cursar música.&lt;br /&gt;-Como assim música!? Onde você estava com a cabeça, seu jumento!? - gritava Antônio pai, inconformado - Trabalhei de Sol a Sol para você resolver cursar música, seu verme!?&lt;br /&gt;-Mas, pai, é disso que eu gosto - dizia num murmúrio Antônio filho -Quero tocar músicas como as que eu escuto no rádio, quero viver para a música!&lt;br /&gt;- Então vá embora dessa casa, porque aqui não tem espaço para músico vagabundo! - bradou Antônio pai num rompante de fúria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E lá se foi Antônio filho. Não adiantou choro da mãe, chantagem emocional da irmã, conversa com o padre. Antônio filho foi viver para música e, com o talento nato que possuía, passou a viver da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos o distanciaram do seu velho. O orgulho impedia-os de retomar o contato e a situação passou a ser cômoda para os dois. Cada qual em seu casulo, pai e filho, apesar de se amarem, passaram a aceitar a deterioração de sua relação como irreversível e mesmo se encontrando nas raras reuniões familiares, a cumplicidade que havia transformou-se em um polido "boa noite".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio pai nunca admitiu, mas todos os dias ouvia as músicas compostas e tocadas por seu filho nos CDs que guardava como tesouros e orgulhava-se de ter posto no mundo um ser capaz de aliviar o peso da existência como aquele. Antônio filho preferia esconder, mas sentia falta daquele jeito do seu pai em falar "Ó mundo velho sem porteira..." quando sentia-se escandalizado com algum novo fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ó, mundo velho sem porteira! - finalmente respondeu Antônio do outro lado da linha - Vera, estarei lá e tocarei para papai como eu sempre quis fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chorou como nunca havia chorado antes ao lembrar que mais tarde haveria de encontrar coroas de flores desbotadas e vestes negras no velório. Do seu pai. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-145199368032226001?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/145199368032226001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=145199368032226001' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/145199368032226001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/145199368032226001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/08/mundo-velho-sem-porteira.html' title='Mundo velho sem porteira'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SJ5V2GCmp5I/AAAAAAAAAB4/iiJJQ6VnywA/s72-c/Portinari.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-2241155670419814484</id><published>2008-08-03T16:49:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T18:06:17.061-07:00</updated><title type='text'>I love human being</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SJZFbfvMe3I/AAAAAAAAABw/v1kBZJWPTTE/s1600-h/homem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230444355915643762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SJZFbfvMe3I/AAAAAAAAABw/v1kBZJWPTTE/s320/homem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poucas coisas me irritaram mais nos últimos tempos que ouvir um professor dizer que a solução para a humanidade seria o suicídio coletivo e, usando citações de Russeau, afirmar que o homem é um verme habitando um planeta de lama. Discordo. Discordo de Russeau e do primeiro que, pela função que exerce, deveria ser um grande entusiasta da capacidade humana de evolução. Discordo dos que pensam que o ser humano é triste, patético, maldoso e previsivelmente egoísta. Eu amo o homem e não nego a ninguém minha preferência absoluta por esse ser vivo. Somos a máquina perfeita, a criatura mágica. Já dizia a Bíblia que Deus nos fez sua imagem e semelhança. Se esse Deus existe, nunca saberemos. Mas para ser semelhante ao homem, ele deve ser de fato uma faculdade especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais belo que a capacidade humana de adaptar-se, sensibilizar-se, criar, errar e aprender. O erro, aliás, é o que mais me encanta no bicho homem. Não o erro em si, mas a consciência que advém dele, fazendo-nos acreditar que as coisas poderiam ser diferentes. Daí posso introduzir à minha lista de celebração outro fator magnífico do homem - e o primordial deles - denominado razão, pela qual somos capazes de entender o mundo à nossa volta, curar doenças e cometer atrocidades em busca de lucro e poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou aqui para negar os defeitos humanos, a ambição insaciável, a maldade presente em muitos de nossa espécies e as barbáries impensáveis que o ser humano já foi capaz de realizar. Não estou aqui para negar a existência de fascistas, nazistas, socialistas e capitalistas vorazes por poder, riquezas e sem nenhum respeito para com os demais. Apesar de tudo isso, não deixo de achar lindo olhar nos olhos de outra pessoa e sentir a capacidade que temos de guardar na memória experiências, interpretar atos e ser uma colcha de retalhos daquilo que fizemos e vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos sociológicos afirmam que o que nos difere dos demais animais é a consciência a respeito da morte. O mais incrível é que, diferente de todos os seres vivos, podemos deixar marcas no mundo - boas e ruins - e nos tornar imortais, mesmo com a mortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essas e por outras que...I LOVE HUMAN BEING.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-2241155670419814484?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/2241155670419814484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=2241155670419814484' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/2241155670419814484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/2241155670419814484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/08/i-love-human-being.html' title='I love human being'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SJZFbfvMe3I/AAAAAAAAABw/v1kBZJWPTTE/s72-c/homem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-4652847157960327925</id><published>2008-07-02T08:41:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T18:06:44.927-07:00</updated><title type='text'>Os Capitães da Areia no país do carnaval</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SGuiGcyLyEI/AAAAAAAAABA/PAEwDjraAzI/s1600-h/bahia6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218442824928446530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SGuiGcyLyEI/AAAAAAAAABA/PAEwDjraAzI/s320/bahia6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na última semana estive por cinco dias na capital da Bahia, Salvador, e por um momento me vi de volta à 1930, época que serve de pano de fundo para o eterno romance Capitães da Areia, de Jorge Amado. Nesta obra, o escritor baiano -cuja casa tive a honra de visitar- narra a história dos capitães da areia, nome dado a um grupo de meninos de rua de Salvador que assombravam a cidade ocupando-se de furtos e outros pequenos delitos. De repente, subindo a ladeira do pelourinho ou mesmo visitando a Igreja do Bonfim, me vi cercada por capitães da areia. Estes não cometeram furtos, não encheram de medo os olhos dos turistas (já assustados pela forte insistência com que os vendedores ambulantes os abordavam), mas deixaram-me a impressão de que a obra de Jorge Amado é mais contemporânea que qualquer outra do século passado que eu tenha lido. Mesmo após 71 anos, os capitães da areia, eternizados por Jorge, continuam a existir. Impressionante fazer essa constatação, afinal, o homem chegou à Lua em 1969, o avião supersônico foi criado em 1960 e em 2006 o Brasil tornou-se auto-suficiente em petróleo. Mesmo em meio a essas tranformações, avanços e sorrisos brancos de progresso ainda existem meninos sem nome, sem pai, sem mãe, sem comida, sem registro de nascimento, sem rosto e sem existência. Mas esqueçamos aqueles que choram, não é mesmo? Esqueçamos os que tremem de frio e fome! Estamos na terra do carnaval, da festa, da gandaia! Fechemos os olhos para aqueles que vivem à margem, para os que têm que furtar para sobreviver, para os que sequer sabem que o homem chegou àquele ponto luminoso no céu que tantas vezes fora a única luz em meio à escuridão da noite, da miséria e da desesperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-4652847157960327925?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/4652847157960327925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=4652847157960327925' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/4652847157960327925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/4652847157960327925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/07/na-ltima-semana-estive-por-cinco-dias.html' title='Os Capitães da Areia no país do carnaval'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SGuiGcyLyEI/AAAAAAAAABA/PAEwDjraAzI/s72-c/bahia6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7910704824939326681.post-3466822177527852886</id><published>2008-06-10T16:33:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T17:38:40.322-07:00</updated><title type='text'>A Primeira Concha</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SE8P6Wb8aeI/AAAAAAAAAAM/900_BvYC9iY/s1600-h/pipas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210400789020568034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SE8P6Wb8aeI/AAAAAAAAAAM/900_BvYC9iY/s320/pipas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Primeiro veio a vontade súbita de comunicar, interagir e reagir. Em seguida, a idéia de fazer uso da internet para fins mais interessantes que orkut, fotolog e youtube (não que este último não me tenha feito, muitas vezes, ampliar horizontes). O fato é que após ler a entrevista interessantíssima com o psicanalista cidadão-do-mundo Contarde Calligaris exposta na revista&lt;em&gt; Marie Claire&lt;/em&gt;, achei que chegara a hora de ganhar o globo. Já que a grana é curta, a coragem é pouca e a menoridade não permite, a internet mostrou-se como um meio de fazer chegar a um alcance maior que minha sala de aula e os ouvidos de minha família e amigos um pouco de minha sopa de idéias e sombras de meus pensamentos. Neste espaço correrão soltas frases de alguém que, como todos e cada um, busca a liberdade inata - muitas vezes inexistente- de expressar-se. Desvencilhar pensamentos e palavras dos grilhões do comodismo e da imobilidade talvez sejam o maior desafio do homem. Ser é ver, falar e tranformar, não em seus sentidos literais, mas na abrangência mais ampla de seus conceitos. Que &lt;em&gt;Pipas, de Portinari, &lt;/em&gt;deixe-nos a imagem de que senão livres, ao menos belos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7910704824939326681-3466822177527852886?l=sopasesombras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sopasesombras.blogspot.com/feeds/3466822177527852886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7910704824939326681&amp;postID=3466822177527852886' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3466822177527852886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7910704824939326681/posts/default/3466822177527852886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sopasesombras.blogspot.com/2008/06/primeira-concha.html' title='A Primeira Concha'/><author><name>Ana Luiza Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11174362655364522103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-M7Qv8q0n-Oc/TVywjdG7L3I/AAAAAAAAAG8/3V-P85kflxs/s220/411.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nfqSpIlIXdw/SE8P6Wb8aeI/AAAAAAAAAAM/900_BvYC9iY/s72-c/pipas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
